Fed não pode resolver problemas como ‘mágica’, diz Dudley

Para o presidente do Fed de NY, medidas adicionais de ajuda não farão os problemas desaparecerem imediatamente

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

26 de outubro de 2010 | 10h44

O presidente do Fed de Nova York e vice-presidente do Comitê de Política Monetária, William Dudley, disse que o Fed está pronto para oferecer suporte adicional para a economia, mas que não pode resolver os problemas como uma mágica. "afirmou.

Dundley disse que as autoridades do Fed "tem declarado seu compromisso de tomar medidas adicionais para trazer a taxa de juro mais para baixo caso as condições econômicas exijam", mas que "o Fed não pode usar uma varinha mágica e fazer os problemas pendentes do período anterior de excessos desaparecerem imediatamente",

Ainda assim, um programa visando ativos de longo prazo "irá aliviar as condições do mercado financeiro" se o Fed optar por esse caminho, afirmou. "Na medida em que podemos fazer coisas que melhorem o ambiente econômico, certamente devemos fazê-lo, em nome das milhões de pessoas que estão desempregadas", disse.

Os comentários foram feitos ontem à noite na Cornell University. Ele tem sido uma das autoridades Fed que mais tem apoiado as políticas do Fed de suporte à economia, embora ainda não tenha declarado qual estratégia preferiria que o Fed adotasse. A maioria dos economistas espera que o Fed, na reunião da semana que vem, retome o programa de compra de ativos de longo prazo, a maior parte, títulos do Tesouro, reduzindo assim o custo dos empréstimos. --

Nova rodada de estímulo à economia é 'jogo perigoso'

O presidente do Fed de Kansas City, Thomas Hoenig, disse que uma nova rodada de compra de ativos pelo banco central norte-americano é um "jogo perigoso". Hoenig é membro do Comitê de Política Monetária e tem sido voto dissidente nas reuniões do Fomc, considerando que a economia segue recuperando-se em ritmo lento e que é desnecessário a aplicação de mais estímulo. Hoenig tem manifestado nas reuniões maior preocupação com o possível impacto inflacionário da atual política monetária do Fed.

A mudança estrutural que aconteceu na economia dos Estados Unidos desde o auge da crise financeira levará tempo para se estabelecer, disse Hoenig, acrescentando que alimentar mudanças com a política monetária é realizar um "pacto com o diabo".

A compra de um elevado montante de muito provavelmente dívida do governo dos EUA poderia elevar as expectativas de inflação - o que seria desejável talvez para até 2%, disse Hoenig. Mas, acrescentou, realizar o ajuste fino das expectativas de inflação e garantir que não disparem é um risco.

Mesmo que um elevado montante de liquidez adicional traga o desemprego para baixo, após o Fed abrir a torneira será difícil fechá-la, com as pressões políticas provavelmente pedindo por mais estímulo para a economia. A inflação pode criar vida própria, prosseguiu o presidente do Fed de Kansas, restando ao Fed uma única escolha "severa" de responder por meio de uma alavancada do juro, que apenas provavelmente levaria a economia para outra recessão.

Hoenigdefendeu que a taxa de juro, atualmente próxima a zero, deve ser elevada para 1% ou eventualmente 2%, uma vez que a economia segue seu caminho para uma recuperação mais moderada. Ele ponderou que, embora acredite ser necessário elevar o juro, não defende um nível muito alto para as taxas. As informações são da Dow Jones.

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