Fed oferece US$ 37,8 bi em liquidez adicional à seguradora AIG

No último dia 16, o BC já havia aberto uma linha de crédito de US$ 85 bilhões para evitar o colapso

Regina Cardeal, da Agência Estado,

08 Outubro 2008 | 19h13

O Federal Reserve (BC norte-americano) anunciou uma nova medida para permitir que a financeiramente problemática seguradora AIG (American International Group Inc) tenha acessado a mais caixa - num total de até US$ 37,8 bilhões. No último dia 16 de setembro, o Fed já havia aberto uma linha de crédito de US$ 85 bilhões para evitar o colapso da seguradora gigante.   Veja também: Pelosi fala em novo pacote econômico de US$ 150 bilhões Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Ajuda de BCs mostra que crise é mais grave, diz economista Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil  Entenda a crise nos EUA    Tecnicamente, o banco central norte-americano autorizou nesta quarta-feira sua distrital de Nova York a tomar empréstimos de até US$ 37,8 bilhões na forma de títulos com grau de investimento das subsidiárias reguladas da AIG, dando em troca cash como colateral. O Fed de Nova York informou em comunicado que seu novo programa permitirá que a AIG reabasteça suas reservas de caixa. Outras partes vinham saindo de transações semelhantes com a AIG, forçando a seguradora a entregar recursos cash.   A medida é anunciada depois de a AIG ter informado que já sacou US$ 61 bilhões da linha de crédito de US$ 85 bilhões fornecida pelo Fed há pouco menos de uma mês para manter a seguradora operando. Parte destes recursos foi utilizado para liquidar transações com contrapartes que devolveram títulos emprestados à AIG. Até segunda-feira, a AIG tinha cerca de US$ 37,2 bilhões em títulos no programa de empréstimos.   Segundo a nota do Fed de Nova York, além de permitir que a AIG "reabasteça liquidez", a medida de hoje "aprimora a proteção ao crédito para o Fed de Nova York e os contribuintes dos EUA".

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