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Fed pode reverter corte de juros se inflação voltar

O presidente do banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve), Ben Bernanke, assinalou durante discurso feito na noite de ontem que mantém suas opções abertas em relação à política de juros no país, afirmando que está pronto para "agir conforme o necessário" se as turbulências nos mercados de crédito e imobiliário afetarem a economia norte-americana. Ao mesmo tempo, Bernanke disse que está preparado para reverter o corte dos juros praticado no mês passado, quando o Fed reduziu em 0,50 ponto porcentual a taxa básica de juros nos EUA, se a inflação retornar.No entanto, os comentários de Bernanke sugerem que ele ainda vê o crescimento econômico como preocupação principal, ao menos no curto prazo, ao destacar que os últimos dados são consistentes com uma inflação "moderada" e com um obstáculo "significativo" do mercado imobiliário. "O Federal Reserve vai continuar a observar a situação de perto e vai agir conforme o necessário para dar suporte ao funcionamento eficiente do mercado e para promover crescimento econômico sustentável e estabilidade dos preços", disse, durante discurso para o Economic Club of New York.Com relação à inflação, Bernanke ressaltou que embora fatores como a elevada utilização de recursos, os altos preços de petróleo e commodities e o dólar fraco serem riscos inflacionários, "no geral, os dados limitados que nós recebemos desde a reunião do Fed de setembro são consistentes com aumentos moderados contínuos nos preços ao consumidor". Para Bernanke, as ações do Fed em agosto (quando foi reduzida a taxa de redesconto) e setembro (quando foi cortado o juro básico no país) "serviram para reduzir parte da pressão nos mercados financeiros, apesar de tensões consideráveis permanecerem". Uma recuperação total vai "levar tempo", na avaliação do presidente do Fed, que alertou que "nós ainda poderemos ver alguns empecilhos". Segundo Bernanke, "o aprofundamento da contração no mercado imobiliário deve ser um obstáculo significativo ao crescimento no atual trimestre e durante o começo do ano que vem", apesar de o crescimento parece ter "moderado" no último trimestre. O presidente do Fed afirmou que a inadimplência nas hipotecas de maior risco (subprime) deve aumentar ainda mais e declarou que as condições nos segmentos de menor risco (prime) e subprime "continuam difíceis".Bernanke avaliou que ainda é muito cedo para dizer se os problemas nos mercados de crédito e imobiliário irão se traduzir nos gastos dos consumidores e das empresas.BolhasO presidente do Fed, Ben Bernanke, reiterou que os banqueiros centrais são limitados na identificação e reação à formação de bolhas nos preços dos ativos e alertou que tais distúrbios são, de qualquer forma parte, de um setor financeiro dinâmico. "É muito, muito difícil certificar se uma bolha está em progresso cedo o suficiente no processo para enfrentá-la efetivamente utilizando políticas monetárias e macroeconômicas", disse. Para ele, "é realmente difícil identificar uma bolha na prática". As informações são da Dow Jones.

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

16 de outubro de 2007 | 08h32

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