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Fed pondera riscos de manter juros baixos por longo período

Ata do banco central dos Estados Unidos alerta para especulações não desejadas nos mercados financeiros

PEDRO DA COSTA E MARK FELSENTHAL, REUTERS

24 de novembro de 2009 | 18h35

As autoridades do Federal Reserve estão cada vez mais confiantes de que a retomada da economia norte-americana é sustentável, mas não vêem o emprego se recuperando em breve, segundo a ata do encontro realizado no início de novembro e divulgada nesta terça-feira. Os formuladores de política monetária também expressaram preocupação sobre possíveis repercussões adversas de sua promessa de manter a taxa de juros baixa por um período prolongado, incluindo especulações não desejadas nos mercados financeiros. "Os membros notaram a possibilidade de alguns efeitos negativos resultantes da manutenção da taxa de juros em nível baixo", informou o Fed na ata do encontro.

 

O Fed não somente reduziu drasticamente a taxa de juro, à medida que a crise financeira global se aprofundava, mas também instituiu uma quantidade de ferramentas especiais de financiamento com o objetivo de manter a liquidez do sistema financeiro.

O Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed (Fomc, na sigla em inglês) não acredita que essa atividade especulativa esteja ocorrendo e afirmou que a desvalorização do dólar tem sido "ordenada" até agora. "Qualquer tendência de que a depreciação do dólar se intensificará ou exercerá significativa pressão sobre a inflação será acompanhada de perto", acrescentou a ata. A moeda norte-americana caiu na semana passada para a mínima em 15 meses ante uma cesta com seis importantes divisas.

Por ora, a ata do encontro indicou que os formuladores de política monetária não estão muito preocupados com a inflação no médio prazo. Isso já era evidente considerando uma série de discursos nos quais até os presidentes regionais do Fed de Dallas e da Filadélfia, considerados "hawkish", expressaram visões mais brandas sobre a perspectiva de aumento sustentável dos preços ao consumidor.

As previsões centrais dos formuladores de política monetária estão levemente mais confiantes sobre as perspectivas econômicas, mas não tanto. Espera-se que o Produto Interno Bruto (PIB) decline bem menos este ano do que o anteriormente estimado.

Da mesma forma, acredita-se agora que a taxa de desemprego recue mais rapidamente que o previsto em junho. "A maioria dos participantes agora vê os riscos a suas previsões de crescimento como quase equilibrados, ao invés de com viés negativo", informou a ata.

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