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Fed reduz juro e acalma mercados

Taxa cobrada em empréstimos a bancos cai de 6,25% para 5,75%; Bovespa sobe 1,13% e dólar recua para R$ 2,025

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2018 | 00h00

A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de reduzir a taxa de juros cobrada em empréstimos a instituições financeiras acalmou ontem os mercados globais. Mas, apesar da melhora, analistas dizem que a instabilidade está longe do fim. As bolsas subiram com força nos EUA e na Europa. O Índice Dow Jones, o mais importante da Bolsa de Nova York, avançou 1,82% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 2,20%. O Índice FTSE 100 da Bolsa de Londres teve alta de 3,5% e o CAC-40 da Bolsa de Paris valorizou 1,86%.No Brasil, o otimismo foi maior no mercado de câmbio. O dólar recuou 3,20%, para R$ 2,025. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) oscilou bastante e subiu 1,13%. "Essa alta tímida, após quedas tão expressivas, não indica nada em termos de tendência", avisou Dalton Gardiman, economista-chefe do Banco Calyon Brasil. O risco país, medido pelo banco JP Morgan, despencou 9,2%, para 208 pontos. Por volta das 9h15, no horário brasileiro, o Fed anunciou um corte de 0,50 ponto porcentual em sua taxa de redesconto - de 6,25% ao ano para 5,75%. Essa é a taxa que o Fed cobra dos bancos em empréstimos. Para receber o dinheiro, as instituições devem oferecer garantias ao BC americano, como bônus do governo ou outros títulos de mercado considerados seguros. A taxa básica de juros, que está em 5,25% ao ano, não foi alterada. Ela serve de referência para os empréstimos entre bancos e baliza o custo do crédito nos Estados Unidos. Segundo analistas, a redução da taxa de redesconto revela que o BC americano está pronto para socorrer o mercado caso a situação fique ainda pior. "O Fed mostrou que está atento e disposto a agir se chegarmos a uma situação-limite", observou Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin. "Mas o mercado continua muito sensível e suscetível a novas más notícias."Para Sergio Werlang, diretor do Banco Itaú e ex-diretor do Banco Central, "o Fed deixou mais barato o custo dos empréstimos para quem precisa do redesconto, o que é muito positivo". "É natural haver intervenção dos bancos centrais quando há problema de liquidez." A situação-limite à qual se refere Campos Neto diz respeito a um eventual problema que envolva um grande banco global. Como não há estimativas precisas sobre a exposição das instituições aos empréstimos do mercado imobiliário americano, analistas e investidores temem que alguma instituição de peso apresente problemas. Por isso, todos estão atentos às notícias do setor.

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