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Fed reduziu rombo de bancos antes de concluir testes

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reduziu significativamente o buraco financeiro em algumas das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos pouco antes de concluir os testes de estresse, após duas semanas de intensa negociação. O relato foi feito pelo jornal norte-americano Wall Street Journal (WSJ) em sua edição do último sábado (dia 9). Segundo autoridades do governo e de bancos, o Fed também usou uma medida de nível de capital diferente da que analistas e investidores esperavam, resultando em déficits de capital bem menores.

Agencia Estado

12 de maio de 2009 | 09h34

Quando o Fed informou os bancos no mês passado sobre as descobertas preliminares dos testes, executivos de instituições - incluindo Bank of America (BofA), Citigroup e Wells Fargo - ficaram furiosos com o que consideraram um exagero do Fed, segundo o WSJ. Um executivo sênior de um banco disse que a estimativa inicial do Fed era "absurdamente'' grande. O BofA ficou "chocado" quando viu seu número inicial, de mais de US$ 50 bilhões, segundo uma fonte com conhecimento das negociações.

Pelo menos metade dos bancos reagiu. Alguns argumentaram que o Fed estava subestimando a capacidade dos bancos de cobrir perdas previstas com crescimento da receita e corte agressivo de custos. Outros instaram os reguladores a dar mais crédito pelas transações pendentes que engrossariam as reservas de capital. O Fed acabou aceitando os argumentos de alguns bancos, mas rejeitou de outros. Pouco antes de os resultados serem divulgados na quinta-feira passada (dia 7), os déficits de capital em alguns bancos encolheram, em alguns casos dramaticamente, disseram fontes ao WSJ.

A necessidade de capital final do Bank of America foi de US$ 33,9 bilhões, abaixo da estimativa inicial de mais de US$ 50 bilhões, segundo uma fonte. O déficit de capital inicial do Citigroup era de cerca de US$ 35 bilhões, de acordo com uma fonte, bem acima do número final de US$ 5,5 bilhões. Executivos convenceram o Fed a incluir o impacto das transações pendentes no capital futuro. O buraco financeiro do Wells Fargo encolheu para US$ 13,7 bilhões, ante estimativa de US$ 17,3 bilhões, antes de ser ajustada pelos resultados do primeiro trimestre e outros fatores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, com agências internacionais.

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