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Fed vai injetar mais US$ 1,15 tri na economia

BC dos EUA vai comprar títulos do Tesouro e ativos hipotecários

Agências Internacionais, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

Sem mexer nos juros, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) demonstrou ontem que ainda tem instrumentos poderosos para combater a recessão nos Estados Unidos, ao anunciar a injeção de US$ 1,15 trilhão no sistema financeiro. Foram três movimentos: o anúncio de que vai comprar em seis meses até US$ 300 bilhões em títulos do Tesouro americano de longo prazo, a ampliação em US$ 750 bilhões do programa de crédito para títulos lastreados em hipotecas e o aumento em US$ 100 bilhões do programa de compra de dívida de agências.A meta dos juros foi mantida na faixa de zero a 0,25%. Mas a combinação das medidas deve tornar as taxas cobradas em empréstimos às empresas e aos consumidores mais baratas. A taxa de redesconto, cobrada nos empréstimos do Fed aos bancos, foi mantida em 0,5%.A reação do mercado financeiro foi rápida: o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, o único que seguia em queda nos EUA, virou e passou a subir. Fechou o dia em alta de 1,23%, enquanto o S&P avançou 2,09%. O Nasdaq subiu 1,99%. Os preços dos títulos públicos americanos (Treasuries) subiram fortemente, com respectivo movimento inverso dos juros. Segundo a agência Bloomberg, os papéis de 10 anos tiveram a maior queda (do juro) em um dia desde janeiro de 1962. "Hoje (ontem) é um dia histórico. O mercado esperava uma ação mais séria do Fed e ela veio", disse o superintendente do Banif, Raffi Dokuzian. O pregão ainda foi beneficiado pelos rumores de que a IBM quer comprar a Sun Microsystems.A ação pesada do Fed veio após a percepção de que a economia americana continua se afundando. "A informação recebida desde que o Comitê Federal de Mercado Aberto se reuniu em janeiro indica que a economia continuou a se contrair", disse o banco, em comunicado. "A perda de empregos, declínio dos ativos e valor das residências e condições apertadas do mercado de crédito pesaram sobre o sentimento do consumidor e os gastos. As perspectivas de vendas mais fracas e dificuldades em obter crédito levaram as empresas a reduzirem estoques e o investimento fixo. As exportações dos EUA vêm despencando à medida que grandes parceiros comerciais também entram em recessão."UNANIMIDADEO comitê do Fed votou por dez a zero pela manutenção da meta da taxa dos Federal Funds, os títulos que lastreiam os empréstimos no mercado interbancário, na faixa de zero a 0,25% e pela continuidade dos programas de crédito. Com as novas injeções, o programa de compra de títulos lastreados em hipotecas foi para US$ 1,25 trilhão e o de compra de dívida de agências, para US$ 200 bilhões. O Fed reiterou a promessa de manter o juro excepcionalmente baixo por um período longo. Com isso, tem financiado os programas de crédito com impressão de dinheiro. O Fed também planeja ampliar os colaterais aceitos para o Programa de Crédito a Termo de Títulos Lastreados em Ativos (Talf, na sigla em inglês) destinado a estimular empréstimos ao consumidor, crédito estudantil, financiamento a pequenas empresas e ao mercados de imóveis.

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