Fed vê 'crescimento forte' nos EUA

Relatório do banco central americano, conhecido como 'Livro Bege', aponta fortalecimento da economia do país após o rigoroso inverno

Agências internacionais - O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2014 | 02h05

NOVA YORK - O crescimento econômico se fortaleceu nos Estados Unidos em maio, com a retomada da produção de manufaturados. Houve "crescimento forte" em alguns portos e gastos estáveis dos consumidores, informou ontem o Federal Reserve (Fed), o BC americano.

O Livro Bege do Fed destacou crescimento moderado a modesto em todas as 12 regiões do banco central, mudança positiva em relação a abril, quando algumas partes do país lutavam contra o inverno severo.

O relatório, preparado pelo Fed de Nova York com informações coletadas até 23 de maio, amplia as evidências do que os membros do Fed em geral disseram acreditar ser um fortalecimento da economia dos EUA.

"Os gastos dos consumidores cresceram em todos os distritos", afirma o relatório. "A atividade manufatureira cresceu por toda a nação", reforça o documento.

Os bancos aumentaram a atividade de empréstimos e donos de navios disseram que os volumes de cargas estavam aumentando e as empresas nos portos de Richmond e Atlanta "cresceram com força".

O mercado de trabalho também "melhorou em geral" e as pressões salariais continuaram fracas, evidência de que, como membros do Fed têm argumentado, a força de trabalho tem espaço para crescer antes que as pressões salariais aumentem.

A inflação "estaria contida, já que a maioria dos distritos divulgou que tanto os preços de insumos quanto de bens finais tiveram poucas alterações". Em geral, o Livro Bege reforçou as declarações da presidente do Fed, Janet Yellen, que tem demonstrado confiança na recuperação econômica do país.

Balança comercial. O déficit da balança comercial dos EUA cresceu 6,9% em abril ante o mês anterior, para US$ 47,24 bilhões, atingindo o maior nível em dois anos, segundo dados divulgados ontem pelo Departamento do Comércio.

Analistas previam um déficit menor em abril, de US$ 40,9 bilhões. O saldo negativo de março sofreu revisão e ficou em US$ 44,18 bilhões, de US$ 40,38 bilhões na leitura original. As importações avançaram 1,2% na comparação mensal, para o recorde de US$ 240,58 bilhões. Já as exportações recuaram 0,2%, para US$ 193,35 bilhões.

No confronto anual, as importações cresceram 5,4% e as exportações subiram 3%. O recuo mensal nas exportações refletiu quedas nos embarques de bens de capital, alimentos, veículos e bens de consumo.

Empregos. O setor privado dos EUA criou 179 mil empregos em maio, segundo pesquisa divulgada ontem pela Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA). O dado veio pior do que a previsão de analistas, que esperavam geração de 210 mil vagas. A leitura de abril foi revisada para a criação de 215 mil, ante 220 mil.

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