coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Fed vê desaceleração no crescimento econômico

A economia dos EUA desacelerou no final do terceiro trimestre e início do quarto trimestre, enquanto entre as empresas cresceu ainda mais a incerteza com relação ao futuro, disse o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) em seu mais recente Livro Bege, sumário das condições econômicas atuais que servirá de base para a decisão de política monetária do próximo encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos dias 30 e 31 de outubro. Os dados deste Livro Bege foram compilados pelo Fed de Dallas e o período de pesquisa foi encerrado em 5 de outubro. Segundo o Livro Bege, o setor de moradia continuou a pesar sobre o crescimento e espera-se que permaneça "reprimido" por vários meses. "A atividade econômica continuou a se expandir em todos os distritos (do Fed) em setembro e início de outubro, mas o ritmo de crescimento desacelerou desde agosto", de acordo com o Livro Bege. Os distritos do Fed descreveram o crescimento como "moderado", "modesto" e "desigual". De acordo com o Fed, o setor de moradia "continuou a se enfraquecer, e muitos distritos reportaram declínios adicionais nas vendas, preços e construção de casas". Contatos no setor imobiliário "esperam que os mercados de moradia permaneçam abatidos por vários meses", segundo o relatório. E isso parece estar afetando a confiança na economia mais ampla. "Contatos em um número de indústrias indicaram um grau acima do usual de incerteza sobre a perspectiva para a atividade econômica", disse o Fed. Refletindo aquela incerteza, os bancos em muitos distritos apertaram os padrões de crédito, "incluindo para consumidores de todos os tipos de imóveis", segundo o "Livro Bege". Pontos positivosEmbora as vendas no varejo tenham crescido no período, "os informes são desiguais e sugerem que o crescimento se enfraqueceu", diz o relatório. Mas existem alguns pontos brilhantes na economia dos EUA. As exportações mais altas mantiveram o crescimento no setor industrial, apesar da fraqueza nos setores relacionados ao mercado de casas. A atividade no setor de serviços continuou a se expandir e os mercados de mão-de-obra "permanecem apertados através de boa parte do país", com os distritos reportando aumentos salariais, disse o Fed. Apesar dos custos mais altos de insumos, particularmente para energia e matérias-primas, os preços finais no varejo permanecem contidos, disse o Fed, com "a pressão da competitividade restringindo o aumento nos preços no varejo em muitos casos. Contudo, o dólar mais fraco vem colocando pressão de alta sobre os preços dos produtos importados, de acordo com o relatório. O mais recente "Livro Bege" foi um tanto mais abatido do que o anterior, divulgado no início de setembro, que havia mencionado a existência de sinais de fraqueza fora do setor de moradia. O "Livro Bege" de setembro foi originalmente interpretado como sugerindo que alguns membros do Fed podem não ter visto a necessidade de um corte agressivo no juro no encontro de 28 de setembro. Na ocasião, o Fed votou, por unanimidade, por um corte no juro de meio ponto porcentual, para 4,75% ao ano, decisão que surpreendeu muitos no mercado. As informações são da Dow Jones.

SUZI KATZUMATA, Agencia Estado

17 de outubro de 2007 | 16h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.