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Fed vê recessão mais profunda e recuperação mais lenta

As autoridades do Federal Reserve (Fed, banco central americano) revisaram em baixa suas projeções para 2009 e acreditam que a contração da economia neste ano será mais forte do que a originalmente prevista, de acordo com a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) realizada nos dias 28 e 29 de abril. Na ocasião, as autoridades decidiram manter a meta da taxa dos Fed Funds entre zero e 0,25% ao ano (juro básico da economia americana) e afirmaram que os juros devem continuar excepcionalmente baixos por um período de tempo prolongado.

GUSTAVO NICOLETTA E ANA CONCEIÇÃO, Agencia Estado

20 de maio de 2009 | 16h14

Segundo a ata, as autoridades do Fed estimam que a economia deve sofrer um declínio de entre 1,3% e 2% neste ano, previsão mais fraca do que a divulgada em janeiro, quando as autoridades calcularam uma contração de entre 0,5% e 1,3%. O prognóstico para 2010 também foi revisado em baixa, para um crescimento em torno de 2% a 3%.

Apesar das previsões menos promissoras, as autoridades acreditam que os indicadores econômicos divulgados desde março "forneceram algumas evidências preliminares de que o ritmo de contração da atividade da economia real está começando a diminuir". Entre estas evidências, estariam o fortalecimento das condições financeiras e indícios de retomada na confiança das empresas e das famílias.

A ata também revelou que as autoridades estimam uma taxa de desemprego de entre 9,2% e 9,6% em 2009 - nível significativamente mais alto que o previsto no início do ano -, enquanto para 2010 a perspectiva é de uma taxa de desemprego superior a 9%. A inflação deve continuar sob controle e muitas autoridades acreditam que o risco de deflação "diminuiu".

Compra de títulos

Uma eventual ampliação dos programas de compra de títulos do Tesouro (Treasuries) e hipotecários pelo Fed levará em conta a evolução das condições da economia e do mercado financeiro, de acordo com a ata da reunião de abril. "Todos os membros concordaram que o comunicado deve observar que a época e os volumes das compras de ativos continuarão a ser avaliados à luz da evolução do cenário econômico e das condições nos mercados financeiros", diz a ata.

A ata informa ainda que o FOMC discutiu sua estratégia para comunicar com antecipação o caminho a ser seguido nos programas de compras de títulos e as circunstâncias sob as quais ajustes nessa estratégia seriam apropriados. Os membros do FOMC também sinalizaram que, enquanto estão abertos a uma transparência maior, uma eventual divulgação dos nomes dos bancos que usam as linhas de empréstimos do Fed é improvável. "Foi observado que revelar as identidades dos tomadores de empréstimos individuais muito provavelmente desencorajaria o uso das linhas de liquidez e crédito do Federal Reserve", disse o Fed.

Segundo a ata de abril do banco central norte-americano, algumas autoridades do Fed estão abertas a aumentar os montantes dos programas de compra dos títulos do Tesouro e hipotecários além do US$ 1,75 trilhão já previsto. "Alguns membros (do Fed) notaram que um maior aumento no montante total das compras pode bem ser preciso em algum ponto para estimular um ritmo mais rápido de recuperação", afirmam as minutas da reunião de 28 e 29 de abril que foram divulgadas nesta quarta-feira. As informações são da Dow Jones.

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