Valdenio Vieira/ PR
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Federação de bancos diz ter convicção de que aumento de taxa será temporário

O presidente Jair Bolsonaro decidiu elevar a alíquota da CSLL para os bancos por seis meses para compensar a perda de arrecadação que terá com a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel em março e abril

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2021 | 12h39

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou nesta terça-feira, 2, que tem a convicção de que o aumento da alíquota da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) para bancos, anunciado na noite de segunda-feira, 1º, pelo presidente Jair Bolsonaro, é uma medida "temporária" e "circunstancial".

“Os bancos já vêm dando sua contribuição à economia e à sociedade durante a pandemia e agora, com este aumento de imposto, são chamados a contribuir ainda mais. Entendemos o momento difícil pelo qual passa o País e temos a convicção de que se trata de uma medida temporária e circunstancial”, diz, em nota, o presidente da Febraban, Isaac Sidney. 

O aumento da alíquota da CSLL para os bancos, de 20% para 25%, está previsto para durar seis meses, entre o início de julho e o fim de dezembro. Trata-se de um esforço do governo para compensar a perda de arrecadação que terá com a decisão de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel por dois meses e sobre o gás de cozinha de forma permanente.

A medida pegou os bancos de surpresa. Na segunda, após o Estadão/Broadcast antecipar a decisão do governo, a Febraban afirmou que desconhecia qualquer iniciativa de majoração da 

CSLL para algum setor da economia.

Embora o governo tenha anunciado que a medida será temporária, no mercado já há receios sobre a possibilidade de a ação ser permanente. A equipe de analistas do banco Citi, por exemplo, publicou um relatório na manhã desta terça-feira no qual analisam dois cenários, um com aumento temporário e outro com elevação permanente.

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