Federal Reserve aponta estabilização da economia nos EUA

Relatório "Livro Bege" revela que as vendas no varejo em muitas regiões estavam estáveis, apesar dos incentivos

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

09 de setembro de 2009 | 15h32

A economia dos EUA continuou se estabilizando entre julho e agosto, mas os fracos gastos de consumo sugerem uma recuperação contida da recessão, revela o mais recente "Livro Bege" do Federal Reserve, divulgado nesta quarta-feira, 9. O relatório aponta que as vendas no varejo em muitas regiões estavam estáveis, apesar do impulso dado pelo programa "dinheiro por sucata" do governo federal.

 

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O "Livro Bege" é um sumário das condições econômicas atuais preparado para servir de base para a decisão de política monetária do próximo encontro do Fed, marcado para os dias 22 e 23 de setembro. O mais recente relatório foi preparado pelo Federal Reserve Bank de Atlanta e reflete informações coletadas entre a metade de julho e final de agosto.

 

No "Livro Bege" anterior, divulgado em 29 de julho, o Fed disse que muitas regiões através do país estavam vendo sinais de que a recessão estava cedendo. Muitos indicaram que o ritmo de declínio havia se moderado no final da primavera e início do verão (no hemisfério norte).

 

O mais recente "Livro Bege" diz: "Os informes dos 12 Distritos do Federal Reserve indicaram que a atividade econômica continuou a se estabilizar em julho e agosto". O relatório aponta que os gastos de consumo continuaram fracos em muitos distritos. Mas a maioria dos 12 distritos disseram que o programa "dinheiro por sucata" elevou o tráfego. O programa do governo federal permitiu aos motoristas trocar carros velhos por modelos mais eficientes no consumo de combustível.

 

Os gastos de consumo orientam grande parte da economia. As pessoas estão cautelosas em gastar muito por causa da elevada taxa de desemprego. "As condições no mercado de mão de obra permaneceram fracas através de todos os distritos, mas vários também observaram uma alta nas contratações temporárias e um declínio no ritmo de demissões", revela o "Livro Bege".

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