Federal Reserve destaca preocupação com 'quadro turvo' da economia global

Federal Reserve destaca preocupação com 'quadro turvo' da economia global

Ata destaca inflação, volatilidade nos mercados de ações e bônus e crescimento global anêmico que causam impacto na economia dos Estados Unidos

REUTERS

19 de novembro de 2014 | 17h14

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reforçou a preocupação com o fraco desempenho da economia mundial, na ata da reunião de outubro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) divulgado nesta quarta-feira, 19. 

A ata revelou um Federal Reserve dividido em relação aos dados sobre inflação, volatilidade nos mercados de ações e bônus e o crescimento global anêmico, quadro turvo que continua causando impacto na economia dos Estados Unidos.

O comunicado do Fed divulgado após a reunião relevou amplamente as turbulências do mercado em meados de outubro e o crescimento enfraquecido em outras economias desenvolvidas. O banco central reafirmou a confiança de que a economia dos EUA continuaria crescendo e progredindo gradualmente à meta do Fed, de pleno emprego e inflação modesta, de 2 por cento. 

Mas a ata reflete uma discussão complexa. A equipe do Fed cortou sua estimativa para o crescimento dos EUA no curto prazo e integrantes do banco central dividiram-se sobre quão diretamente admitir suas preocupações com a volatilidade do mercado e a situação global por temerem piorar a situação. 

Mudanças.  Diretores do Federal Reserve discutiram no mês passado maneiras de reforçar o comunicado do banco central dos Estados Unidos sobre as metas de longo prazo do banco central norte-americano e como a autoridade monetária comunica suas expectativas para a economia e a trajetória das taxas de juro, segundo ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

No entanto, eles desistiram de fazer qualquer alteração, com a maioria concordando que deveria haver razões fortes para ajustar a declaração de objetivos de longo prazo, divulgada pela primeira vez em 2012 e apresentada todo mês de janeiro desde então.

"A maioria dos participantes concordou que a declaração existente estava funcionando bem como uma ferramenta de comunicação", segundo a ata da reunião dos dias 28 e 29 de outubro.

A declaração estabelece os principais objetivos do Fed, incluindo a sua meta de 2 por cento para a inflação, e algumas autoridades do Fed têm pressionado por uma nova linguagem que firmaria o compromisso do Fed de combater a inflação demasiado baixa que tem atormentado a economia nos últimos anos.

Entre os diretores, houve "consenso generalizado" de que a inflação moderadamente abaixo de 2 por cento é tão custosa quanto a inflação moderadamente acima desse nível, segundo a ata, e muitos avaliaram que essa visão já era compartilhada pelo público.

Alguns diretores também sugeriram maneiras de incorporar a meta de estabilidade financeira ao comunicado, mas decidiram que a questão era complexa demais para chegar a uma decisão rápida.

Uma série de diretores sugeriu que o Fed deveria explorar a possibilidade de desenvolver uma previsão de consenso, uma ideia que foi testada e rejeitada há alguns. Atualmente, o Fed divulga informações sobre as projeções individuais, deixando os investidores no escuro sobre a posição do núcleo do comitê.

Vários participantes também queriam fazer melhorias à forma como o Fed apresenta as projeções econômicas, segundo a ata. 

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