Feira livre no roteiro do marketing

A algazarra das feiras livres, com os vendedores fazendo pregões de seus produtos, entrou no roteiro das grandes marcas. Em uma iniciativa da Unilever, dona da Hellmann"s, dois atores caracterizados como feirantes foram instruídos a interagir com os fregueses, repassando receitas de bife acebolado preparado com maionese, nas barracas que comercializam carne e cebola.

Marili Ribeiro, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2010 | 00h00

A ação foi feita em 15 feiras da Grande São Paulo e no Mercadão Municipal da capital. Feirantes garantiram que venderam entre 20% e 30% mais graças ao movimento gerado pela ação. Luiz Sussumo, de São Caetano, diz que vendeu bem mais cebolas que o habitual e aprovou a iniciativa. "Ninguém nunca havia feito nenhuma ação desse tipo na feira antes."

Quem passava pelas barracas cadastradas e participava da ação levava para casa uma sacola customizada com imagens da campanha, cujo mote é a expressão "novos usos". Os compradores podiam, ainda, enviar um SMS para um número indicado e receber, por mensagem de texto, a receita pelo celular.

Um dos atores contratados, Paulo Godoy, conta que ficou em torno de três horas em cada uma das feiras e viveu experiências divertidas. "Cheguei a vender cebola no lugar do feirante e acabei ganhando convite para trabalhar com ele. Levei até cantada de freguesas", diverte-se.

A campanha foi idealizada pela agência de propaganda Ogilvy. O conceito de "novos usos" quer difundir as possibilidades culinárias do produto. Pelas estimativas do empresa, a ação atingiu 200 mil pessoas.

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