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Feirão da Casa Própria atrai mais de 15 mil pessoas

Programa ?Minha Casa, Minha Vida? aumenta o interesse pela feira de imóveis da Caixa Econômica Federal, em SP

Paulo Darcie, JORNAL DA TARDE, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

O Feirão da Casa Própria promovido pela Caixa Econômica Federal em São Paulo tem este ano 28,2 mil imóveis novos com preços de até R$ 130 mil. A oferta representa um aumento de 40% em relação ao que foi colocado à venda no ano passado nesta faixa de preço. Este é o valor o máximo para que o comprador consiga participar do programa "Minha Casa, Minha Vida", lançado este ano pelo governo federal. No ano passado, foram 20,2 mil os imóveis novos colocados à venda no evento nessa faixa de preço.No primeiro dia do Feirão, que começou ontem e já está em sua 5ª edição, 15,5 mil pessoas fizeram fila para entrar no Centro de Exposições Imigrantes. Segundo informações dos organizadores, até as 18h30 de ontem, o volume negociado pela Caixa neste primeiro dia foi de R$ 161.777.133,49, sem contar os negócios fechados diretamente com construtoras e imobiliárias.Os preços médios dos novos subiram 8,6%, se comparados aos do ano passado: R$ 141,1 mil, contra R$ 129,9 mil. Para ter as vantagens do programa, além de respeitar o teto de preço, a família precisa ter renda de três a dez salários mínimos (de R$ 1.395 a R$ 4.650). Pelo programa, os financiamentos podem chegar a 100% do valor do imóvel, e o parcelamento pode chegar a 30 anos. Famílias com renda de até três salários mínimos também são foco do programa, mas a feira não traz opções para esta faixa.O total de unidades novas disponíveis no evento é de 42,5 mil, negociadas por 130 construtoras e incorporadoras. Além delas, 133 imobiliárias têm estandes para fazer negócios, levando para o Feirão outros 67,4 mil imóveis usados, cujo financiamento segue regras semelhantes às dos novos ou na planta. Ao todo, estão à disposição de quem procura um imóvel mais de 100 mil opções na Capital e na Grande São Paulo.IMPULSOO vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, acredita na força do pacote para o sucesso do Feirão. Segundo ele, os lançamentos que atendem os públicos de três a 10 salários mínimos são os maiores, pois era nesta faixa que havia maior demanda até o pacote. Depois dele, o perfil começou a mudar."O número de unidades para a faixa de até três salários mínimos que temos em análise é muito significativo. Antes não havia lançamentos para essa faixa de renda porque não havia o financiamento para ela", afirma.A Caixa concedeu, até 18 de maio, R$ 11,739 bilhões em financiamentos habitacionais, valor 112% maior do que no mesmo período de 2008, com um número de contratos 120% maior. "Esperamos ultrapassar a previsão de R$ 27 bilhões para o fim do ano", diz Hereda. No ano passado, o melhor do financiamento, foram R$ 23 bilhões em crédito imobiliário.

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