Femsa: garrafas da AmBev podem prejudicar consumidor

A Femsa considera que as novas garrafas da AmBev lançadas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul geram um problema concorrencial no mercado de cervejas brasileiro, pois provoca um rompimento no sistema de intercâmbio de embalagens adotado pela indústria cervejeira há décadas. A informação é da advogada Jianni Nunes Araújo, do escritório Franceschini e Miranda Advogados, que apresentou, em nome da Femsa, uma representação na Secretaria de Direito Econômico (SDE) contra a AmBev, na quarta-feira.Segundo a advogada, as novas garrafas da AmBev trazem, em vez da palavra "cerveja" em relevo no vidro para identificar o produto contido no recipiente, o nome da marca AmBev. De acordo com ela, essa prática impede que as garrafas sejam usadas indistintamente pelos fabricantes, distribuidores, revendedores e até pelos próprios consumidores. "Esse sistema criará um custo para o consumidor, que será obrigado a pagar o casco se quiser, ao devolver uma garrafa da AmBev, experimentar uma cerveja da Femsa. Trata-se de uma prática anticompetitiva", disse.Jianni lembra que a AmBev é líder no mercado de cervejas, com aproximadamente 70% de participação e que, devido ao seu tamanho, a fabricação de garrafas diferenciadas impede a entrada de novos agentes no mercado e inviabiliza o negócio das indústrias já atuantes. O sistema de intercâmbio de garrafas é considerado eficiente pela Femsa, pois possibilita um baixo custo e condições de igualdade aos fabricantes.Procurada, a AmBev informou, por meio de sua assessoria de imprensa que por enquanto não vai se pronunciar a respeito do caso, pois ainda analisa a representação apresentada pela Femsa à SDE.

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