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Fenaban eleva proposta de reajuste; bancários analisarão em assembléias

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgou nesta terça-feira sua terceira proposta de reajuste salarial para os bancários, que estão em greve no País por tempo indeterminado desde a quarta-feira, dia 4. De acordo com nota encaminhada à imprensa, a entidade elevou a sugestão de reajuste para os trabalhadores, de 2,85% para 3,5% sobre os salários praticados em agosto de 2006; mesmo porcentual definido para a correção das verbas de natureza salarial e para a correção dos pisos salariais da categoria.O reajuste ainda é inferior ao reivindicado pelos bancários, de 7,05%, além da reposição da inflação. Segundo a assessoria de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e que representa cerca de 400 mil bancários, a proposta deverá ser analisada nas assembléias dos sindicatos do País, que, normalmente, acontecem entre o final do período da tarde e o início do período da noite.O balanço mais recente da greve, apurado pela Contraf ainda com informações de segunda-feira à noite, apontou que o número de trabalhadores parados continuou em 185 mil pessoas. Na capital paulista e região, de acordo com balanço fechado de segunda do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que representa 106 mil profissionais em cerca de 3 mil locais de trabalho, mais de 36 mil bancários paralisaram suas atividades em 494 locais de trabalho entre agências e centros administrativos.Quanto à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os bancários reivindicam participação de 5% no lucro líquido dos bancos para todos os trabalhadores, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. Do outro lado, a Fenaban ofereceu nesta terça PLR de 80% do salário, mais R$ 828. Além disso, ainda há uma parcela adicional, que será de 8% da variação nominal do lucro líquido de 2006 em relação a 2005, distribuído linearmente para todos os funcionários, com teto de R$ 1.500. Para os bancos que tiverem um aumento de, pelo menos, 15% na lucratividade, fica garantido o valor mínimo de R$ 1.000 para cada empregado do setor privado. A PLR deve ser paga dez dias após a assinatura da convenção coletiva.Em São Paulo, de acordo com o sindicato local, estão agendadas três assembléia para a discussão da proposta, com horários entre 18 horas e 19h30, sendo duas delas ligadas aos trabalhadores dos bancos públicos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Em reunião realizada ontem à noite, as duas instituições apresentaram propostas para questões específicas e para a PLR de seus funcionários.De acordo com o presidente do sindicato paulista, Luiz Cláudio Marcolino, a proposta desta terça da Fenaban ainda é "baixa", diante do lucro recente dos bancos, mas traz aumento real de salário e uma alteração importante na composição da PLR, "já que essa parcela adicional passa a ser um direito adquirido pelo bancário nas próximas campanhas, e representa uma divisão melhor e mais justa do lucro entre os bancários".

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 13h16

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