Fenaban eleva reajuste, mas bancários podem entrar em greve na 5ª

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgou nesta terça-feira sua segunda proposta de reajuste salarial para os bancários. De acordo com nota encaminhada à imprensa, a entidade elevou a sugestão de reajuste para os trabalhadores, de 2% para 2,85% sobre os salários praticados em agosto de 2006; mesmo porcentual definido para a correção das verbas de natureza salarial e para a correção dos pisos salariais da categoria.Segundo a assessoria de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a proposta novamente não foi bem recebida e o Comando Nacional dos bancários indicou a rejeição desta oferta para discussão nas assembléias dos sindicatos. A categoria, com data-base em 1º de setembro, reivindica aumento real de salários, de 7,05%, além de participação maior nos lucros e resultados - de 5% do lucro líquido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500.Entre esta terça e quarta-feira, as assembléias da categoria decidirão, de maneira autônoma, se seguirão ou não a orientação do Comando Nacional. Será avaliada também a indicação de greve nacional da categoria por tempo indeterminado, com início previsto para quinta-feira, dia 5.Dos 108 sindicatos filiados à Contraf-CUT, já estão em greve o sindicato do Rio de Janeiro (capital), Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Pernambuco, Salvador e região, Sergipe, Florianópolis, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí, Campina Grande (PB) e Bauru (SP). De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a partir das 19 horas desta quarta-feira, os trabalhadores farão assembléia na capital paulista para definir se vão aderir às paralisações.Além da nova proposta de reajuste salarial, a Fenaban, entre outros pontos, informou que a sugestão para a parcela adicional de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) passou de R$ 500,00 para R$ 750,00; e que a condição para pagamento da PLR adicional foi reduzida, de um crescimento de 25% para 20% no lucro líquido das instituições de 2006 em relação a 2005, tornando, assim, segundo a entidade, mais fácil sua concessão.No ano passado, após seis dias de paralisação em outubro, os bancários receberam reajuste de 6% (1% de aumento real), mais R$ 1.700 de abono e PLR mínima de 80% do salário, mais R$ 800.

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