Fenabrave: 'Medida causaria um colapso no setor'

Cerca de 70% das vendas financiadas de veículos novos e usados são para pagamento em prazos acima de 36 meses. Se o governo decidisse limitar as prestações a no máximo três anos, causaria ?forte retração nos negócios?, segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). De acordo com a entidade, o prazo médio dos financiamentos de carros novos é de 42 meses. Representantes das montadoras calculam que 10% dos contratos têm prazos entre 72 meses e 84 meses. Os planos de 99 meses foram apresentados apenas em feirões promocionais e não atraíram consumidores.Em 2007, do total de 2,4 5 milhões veículos vendidos no País, cerca de 1,8 milhão foi adquirido a prazo. As modalidades escolhidas pelos consumidores foram CDC (38% dos contratos), leasing (30%) e consórcio (4%). O restante foi pago à vista. No caso dos carros novos, as montadoras afirmam que a inadimplência está estável. Em janeiro, 3,1% dos contratos estavam com pagamentos atrasados em mais de 90 dias. Nos demais segmentos de consumo, como eletroeletrônicos, o porcentual é de 7,1%.O setor teme que medidas restritivas interrompam projetos de ampliação da capacidade produtiva. Só este ano, as montadoras vão investir US$ 4,9 bilhões, boa parte destinada ao aumento da produção. Em janeiro e fevereiro, foram criados 2,1 mil novos empregos no setor. Para o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze, medidas de restrição poderiam afetar a procura por veículos entre 40% e 50%. ?Esse impacto será um colapso para o setor.? Na primeira quinzena de março, já foram vendidos 112,4 mil carros e comerciais leves, 34% a mais que no mesmo período de 2007.A polêmica foi causada por supostas declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo estudaria restrições ao crediário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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