Fenabrave minimiza impacto do IOF na venda de carros

aumento final no valor das parcelas será pequeno e por isso não impactará as vendas

Beth Moreira, da Agência Estado,

04 de janeiro de 2008 | 13h14

O crédito mais caro por conta do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não deverá impactar as vendas de automóveis no Brasil. Essa é a opinião do presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze. Segundo ele, o aumento final no valor das parcelas será pequeno e por isso não impactará as vendas.   Veja também:  Financiamento habitacional terá isenção do IOF, diz Receita  IOF 8 vezes maior que CPMF Uso de crédito rotativo no cartão pagará mais IOF IOF incidirá sobre saldo devedor do cheque especial   Uma simulação feita pela entidade mostra que um automóvel com valor de R$ 25 mil financiado em 60 meses teria uma prestação de R$ 740,25 com o IOF de 1,5%. Com o imposto elevado para 3%, a prestação subiria para R$ 763,38. "Um acréscimo de R$ 23,00 na parcela não muda a decisão do consumidor de comprar o bem que deseja", afirmou. Segundo os cálculos da Fenabrave com a nova alíquota do IOF, o consumidor terá pago R$ 1.387,80 pelo veículo ao final da operação citada. "Se houvesse a cobrança da CPMF, esse valor será de R$ 168,00", disse.     O executivo criticou a solução encontrada pelo governo para compensar o fim da CPMF e defendeu a redução das despesas como forma de adequar o orçamento à arrecadação prevista sem o imposto. "Sou contra o aumento de tributos", disse.   Vendas   Ele acredita que a estratégia de aumentar os prazos de financiamento como forma de elevar as vendas de automóveis chegou ao limite e dificilmente poderá ser incrementada em 2008. Segundo o executivo, o prazo médio utilizado pelo mercado é de 48 meses. Por essa razão, ele considera difícil que os bancos ou financeiras lancem programas com prazos muito mais extensos do que os atuais, que chegam a 99 meses. "Acho que essa ferramenta já chegou ao limite", disse.   Na avaliação do presidente da Fenabrave, o crescimento das vendas previsto para 2008 será baseado principalmente no crescimento da economia, do número de empregos e renda. "Por isso acredito que 2008 terá uma expansão menor que 2007", afirma. O setor fechou o ano passado com crescimento de 29,57% nas vendas totais, o que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. Para 2008, a previsão é de alta de 21,33%.            

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