Feprinco pede modificação das bases do Mercosul

O presidente da Federação da Produção, Indústria e Comércio (Feprinco), Max Haber, pediu, nesta terça-feira, a modificação do Tratado de Assunção, que estabelece as bases do Mercosul. Segundo Haber, o Paraguai foi prejudicado como sócio do bloco, já que antes de sua existência, o país tinha a economia mais aberta da região. Haber sustenta que o Paraguai, que tinha uma tarifa alfandegária de 6%, foi levado, pelo Mercosul, a aplicar tarifas em média de 20%.O empresário considera que o Mercosul não acelerou o desenvolvimento do país, tal como prometia. "Ao contrário, nós vimos como nossos produtos sofriam obstáculos. E além disso, vimos retrocessos, já que o Paraguai, que é um país sem acesso ao mar e é o de menor envergadura dentro do bloco, foi virtualmente absorvido pelas duas potências econômicas (o Brasil e a Argentina) e não houve solidariedade alguma conosco".Por isso, o presidente da Feprinco pede "a procura de alternativas comerciais extra-zona".Na semana passada, havia sido a vez do Uruguai reclamar do atual funcionamento do Mercosul. Influentes integrantes do gabinete do presidente Tabaré Vázquez afirmaram que o bloco está cheio de obstáculos para o livre comércio, e que seu governo está analisando "sem preconceitos" a negociação de um acordo de livre comércio com os EUA.

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