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Férias de verão

É nos meses de verão, mais precisamente nas férias, que o número de acidentes de todos [br]os tipos aumenta

Antonio Penteado Mendonça, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2010 | 00h00

As férias de verão são o grande momento na vida de parte importante da população brasileira. Nelas o merecido descanso compensa um ano de estudos e trabalho. A canseira da vida moderna dá lugar a outro ritmo, não necessariamente mais calmo, mas menos preocupado. A vida corre em outra velocidade e o ócio se impõe na esteira estendida na areia, no sol esplendoroso, na onda quebrando na praia ou no campo verde balançado por uma brisa suave.

O sonho de todas as possibilidades permeia a expectativa do verão, das férias, da paz que recompensa os justos, mas que, de verdade, está longe de ser real, pelo menos para milhares de pessoas que sentirão o impacto desta época modificar suas rotinas.

É nos meses de verão, mais precisamente nas férias, que o número de acidentes de todos os tipos aumenta. A imprudência, a alma solta, a vontade de se vingar do ano duro, tudo soma para aumentar as estatísticas das tragédias que enlutam a vida e cobram um preço mais alto nesta época do ano.

Os acidentes de trânsito, a imprudência que leva a praticar esportes radicais, o aumento do uso de bebidas alcoólicas, brigas, quedas, tombos, brincadeiras de mau gosto são apenas o estopim para milhares de situações dramáticas, que resultam em mortes e ferimentos, em assassinos e vítimas, mas, acima de tudo, em gente desesperada, porque não queria fazer aquilo que acabou fazendo ou passar pelo que está passando.

De outro lado, é nos meses de verão que o clima pega pesado. As tempestades, tornados, vendavais, furacões, chuvas de granizo, enchentes, deslizamentos, desmoronamentos, quedas de árvores e o mais que a natureza coloca fora de controle são com certeza os responsáveis pelos maiores danos que o país enfrenta ao longo de todo o ano.

Verão é festa, é sol, é praia. É verdade. Mas é nele que as seguradoras veem aumentar os sinistros de vida e acidentes pessoais, os atendimentos dos planos de saúde e o número de veículos atingidos por eventos os mais diversos.

E o quadro fica mais dramático quando nos lembramos que a imensa maioria dos brasileiros ou não tem nenhum tipo de seguro, ou tem coberturas muito limitadas, incapazes de repor o patrimônio afetado ou a capacidade de atuação no mesmo estado em que se encontravam antes da ocorrência do sinistro.

Ao longo dos últimos 15 anos este quadro vem apresentando modificações, mas elas ainda são muito pequenas para inverter o custo astronomicamente alto pago pela sociedade brasileira nos meses de verão.

As seguradoras têm apresentado produtos novos, mais abrangentes e mais sintonizados com as necessidades de proteção e possibilidade de pagamento da população.

Boa parte dos seguros empresariais e residenciais oferece ampla gama de garantias, que cobrem inclusive danos de origem climática. É verdade que é difícil conseguir cobertura para danos causados pela água em lugares sujeitos a enchentes. De outro lado, as apólices oferecem garantias para tempestades, chuvas, granizo, vendavais, tornados, furacões, desmoronamento, queda de árvore, etc.

O que falta é o brasileiro descobrir que seguro não é despesa, é investimento para proteger o próprio patrimônio. Ninguém, em nenhuma parte do mundo, gosta de pagar para ter uma coisa que pode ou não acontecer.

Mas nos países mais desenvolvidos existe a consciência da importância de fazer este desembolso, não porque ele seja edificante, mas porque é a melhor maneira de se proteger contra eventos inesperados e fora do controle, capazes de causar danos de grande monta.

Aqui, principalmente em função da realidade social que só recentemente começou a mudar para melhor, falar em investir em proteção, quando mal e mal se tinha alguma poupança, era completamente sem sentido.

Como grande parte da população já atingiu um patamar de desenvolvimento socioeconômico que justifica se preocupar com o futuro e proteger o que é seu, a noção de prevenção deve crescer aceleradamente, puxando consigo a contratação dos seguros necessários. E esse movimento deve acontecer rapidamente.

ANTONIO PENTEADO MENDONÇA É ADVOGADO, SÓCIO TITULAR DA PENTEADO MENDONÇA ADVOCACIA E PRESIDENTE DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS.

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