Ferrari de R$ 1,6 milhão chega ao Brasil e já tem lista de espera

Até o fim do ano, a Via Itália, importadora oficial da marca, espera vender 40 unidades no País, o dobro do ano passado

Naiana Oscar, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

Até o fim do ano, 20 brasileiros devem se tornar proprietários de uma Ferrari 458 Italia ? apresentada em Frankfurt no ano passado e lançada ontem no Brasil. Oito pessoas já estão na fila de espera pelo novo modelo da marca italiana, que vai custar por aqui entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,6 milhão, quando chegar ao mercado, em junho.

Entre os brasileiros que terão dentro de alguns meses uma Ferrari na garagem, estão seis paulistanos, um mineiro e um catarinense. "Comprador tem. Nosso desafio é garantir a encomenda, já que a produção é restrita", diz Francisco Longo, presidente da Via Itália, importadora oficial da Ferrari.

O Brasil é o maior mercado da América Latina para a empresa. Entre janeiro e março deste ano já foram vendidas 11 unidades da marca, exatamente a metade do que foi importado no ano passado inteiro. Em 2009, além da crise, o lançamento quase simultâneo de dois novos modelos fez as vendas caírem no País. "Os ferraristas já sabiam que havia produtos mais modernos no mercado e seguraram as compras", diz Longo.

Aumento. A rápida recuperação do País durante a crise e as expectativas de crescimento para este ano voltaram a tornar os milionários brasileiros consumidores em potencial de Ferraris. "O Brasil é um mercado muito interessante para nós, porque conseguiu atravessar bem a crise", disse Lorenzo Cussigh, gerente-geral da Ferrari para a América Latina. A própria marca italiana ainda não conseguiu se recuperar das turbulências na economia mundial. A produção, que caiu em 2008, não voltou ao patamar pré-crise. A Ferrari deve colocar no mercado mundial este ano 6 mil unidades ? metade delas do modelo 458 Italia.

A importadora oficial espera vender até dezembro 40 Ferraris no Brasil. Até agora, o melhor ano da marca no País foi 2000, quando foram vendidas 45 unidades. "O mercado de alto luxo é um clube. Não tem aumento expressivo de um ano para o outro", diz Longo. Ele estima que são vendidos 150 veículos por ano com preço superior a R$ 800 mil. No mercado brasileiro, 22 modelos, de sete montadoras, superam esse valor.

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