Ferrogrão atrai investidor estrangeiro

Grupo que elaborou estudo da ferrovia já foi procurado por alguns interessados, entre eles os chineses

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2016 | 20h36

Antes mesmo de ser incluída no programa de concessão do governo federal, anunciado ontem pelo presidente Michel Temer, a Ferrogrão já tem atraído o interesse de investidores estrangeiros. Segundo o presidente da EDLP, Guilherme Quintella, um dos sócios do grupo que apresentou ao governo a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) do empreendimento, alguns interessados já o procuraram para saber mais sobre a ferrovia, incluindo os chineses.

Mas, por enquanto, o grupo está fechado com as gigantes do agronegócio Bunge, ADM, Amaggi, Cargill e Dreyfus, além da EDLP. Para tirar a ferrovia do papel, será necessário investir R$ 12,6 bilhões, sendo 30% de capital dos sócios e 70% de financiamento, afirma Quintella. “Está tudo pronto, os estudos de demanda e jurídica e a modelagem econômica do projeto.”

A ferrovia terá 933 quilômetros de extensão, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) – local onde a carga será colocada em barcaças rumo aos portos de Barbarena e Santarém, no Pará;  de Itacoatiara, no Amazonas; e de Santana, no Amapá. O empreendimento será um dos grandes indutores do chamado Corredor Norte, que hoje funciona apenas pela BR-163.

O projeto deve demorar cinco anos para ser concluído e terá capacidade para movimentar até 50 milhões de toneladas por ano. Para evitar problemas ambientais, a ferrovia vai seguir o traçado da rodovia em alguns trechos. Por esse motivo, diz Quintella, o projeto tem pouco impacto ambiental.

Além da Ferrogrão, o programa de concessão do governo inclui a Norte-Sul e a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol). A expectativa, no entanto, é que os leilões ocorram apenas no segundo semestre de 2017.

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