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Ferrovia da Vale em Carajás sofre nova invasão pelo MST

Segundo empresa, manifestantes entraram nas locomotivas e danificaram equipamentos; ferrovia está bloqueada

REUTERS

07 de novembro de 2007 | 14h28

A Companhia Vale do Rio Doce informounesta quarta-feira que a Estrada de Ferro Carajás, responsávelpor transportar minério de ferro da maior mina da empresa aoporto, foi novamente invadida na manhã desta quarta-feira porintegrantes do MST. Segundo a empresa, a invasão ocorreu no momento em que duaslocomotivas manobravam 126 vagões vazios num pátio ferroviáriopróximo ao município de Parauapebas (PA). A Vale informou que os manifestantes entraram naslocomotivas e danificaram equipamentos, incluindo sistemas defrenagem, utilizando picaretas. A ferrovia está bloqueada. Essa é a terceira vez no período de um mês que membros doMST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadem einterrompem o fluxo de trens da ferrovia, que leva minério eoutros produtos de Carajás para a região portuária de São Luiz,no Maranhão, de onde é exportado. O MST no Pará confirmou a invasão e informou que ainterrupção da ferrovia é por tempo indeterminado. "Só vamos sair daqui quando recebermos uma comissão dogoverno estadual, federal e da Vale para negociar", disse àReuters por telefone Charles Trocate, da coordenação estadualdo movimento. Segundo ele, a principal reivindicação à Vale é umacontrapartida em termos de projetos sociais pela exploração dosrecursos minerais no Estado. Os trilhos da Estrada de Ferro Carajás atravessam oassentamento Palmares 2, do MST, e os manifestantes ficamacampados em um local distante apenas 3,5 quilômetros da via. Segundo Trocate, se eles forem removidos do local pelapolícia, a estratégia é invadir novamente assim que possível,até que alguma forma de negociação seja retomada. A Vale, que transporta cerca de 250 mil toneladas deminério e outros produtos diariamente pela ferrovia, diz que asseguidas interrupções afetam não só os negócios da companhia,mas também os moradores da região que utilizam os vagões depassageiros do trem. A empresa pediu ao governo do Estado o envio imediato depoliciais para retirar os invasores. (Por Marcelo Teixeira)

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