Ferrovias e portos têm poucas chances

Os investimentos em portos e ferrovias, englobados em transporte, têm pouca chance de sair do papel. Ambos são afetados por incertezas regulatórias e modelos propostos para as concessões e financiamentos no PIL.

RIO, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2014 | 02h07

Depois de uma expansão significativa em 2012, os recursos destinados aos portos recuaram 35,6%, para R$ 4,5 bilhões no ano passado. A trava veio do setor privado, como reflexo da aprovação da nova Lei dos Portos. A consultora da Inter.B, Katharina Davies, diz que o pico de investimentos privados em terminais como Embraport e Brasil Terminal Portuário (BTP) terminou.

Apesar da crise do setor elétrico e do efeito desfavorável da renovação antecipada das concessões no balanço da Eletrobrás, a área de energia recebeu aportes de R$ 36 bilhões, alta de quase 12%. Os projetos de geração e transmissão puxaram o desempenho, enquanto em distribuição houve recuo de 10%. O oposto acontece no setor de telecomunicações, em que o investimento em proporção ao PIB vem caindo gradualmente nos últimos quatro anos. A leitura da Inter.B é que o boom se deu em 2012, quando as operadoras investiram pesado em infraestrutura de rede para o 4G e para eventos como a Copa de 2014. A consultoria estima nova queda : de R$ 21,8 bilhões em 2013 para R$ 19 bilhões este ano. / M.D.

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