Festas exclusivas são concorrentes

Com investimento baixo e agenda de contatos turbinada, jovens acham na promoção de eventos um negócio promissor

O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h11

Desempregado e sem nenhum centavo no bolso, o publicitário Emmanuel Vilar, conhecido como Mano, decidiu organizar dois anos atrás uma noitada em São Paulo. Com a cara e a coragem, fechou uma série de permutas e trouxe para São Paulo a Sem Loção, festa que é sucesso de público no Recife.

O evento deu certo e em pouco tempo Mano tornou-se o homem das festas da cidade - ele saiu do vermelho e atualmente já disputa público com as casas noturnas da capital paulista. "Tinha uma turma, como eu, com seus 30, 40 anos, todos formados e formadores de opinião que não queriam mais curtir a noite. Estavam cansados. Acho que minha sacada foi observar essa demanda reprimida e oferecer o que eles queriam", resume o empreendedor.

"Em dois anos, consegui pagar todas as minhas contas, guardar dinheiro e viajar algumas vezes para o exterior. As pessoas querem diversão boa e barata na cidade", complementa Mano.

O caminho trilhado pelo publicitário tem semelhanças com o percorrido por Bruno Dias, da Haute, uma agência de entretenimento. Ele e outros dois sócios organizam o Projeto Versão Brasileira, no hotel Tivoli Mofarrej, e o Bailinho, festa que reúne duas mil pessoas e está em sua quarta edição. "Além das festas para o público, há todo um mercado corporativo a explorar no Brasil. Esse é um negócio que só está começando", projeta Dias.

Disputa

Kako Perroy, dono de casas noturnas, concorda. Para o empreendedor, esses eventos são atualmente os principais concorrentes das grandes baladas de São Paulo. "Hoje a gente disputa mesmo a atenção do nosso público não é com a outra balada, mas com as festas, que estão em alta tanto aqui no Brasil quanto no exterior", afirma.

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