FGTS: aposentados pressionam governo

Entidades apertam o cerco contra o governo federal e pedem pressa no pagamento das correções do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Na tarde de ontem, representantes da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo (Fapesp), deram entrada, na sede da Justiça Federal de São Paulo, em processo no qual exigem o pagamento estendido a todos os trabalhadores do País. Mesmo não tendo sua federação vinculada a nenhuma das centrais sindicais, O presidente da Fapesp, Antônio Carlos Domingues da Costa afirma que vai estar presente no encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. A reunião, ainda sem data marcada, mas esperada para os próximos dias, vai servir para definir a forma de pagamento e o índice que será aplicado no reajuste. O Banco Central fez um cálculo das perdas no Plano Verão e Collor 1 e chegou ao valor de 68,85%. "Nós defendemos 133%, mas podemos negociar", comenta Domingues. O presidente da Fapesp acredita que a ação na Justiça foi apenas o primeiros passo para assegurar o direito, que já foi reconhecido pelo governo. Os próximos capítulos dessa novela, segundo Domingues, devem ser marcados pela definição do índice e pela pressão para que Fernando Henrique pague o mais rápido possível o que foi prometido. "A Fapesp aceitaria uma parcelamento de até 12 vezes e 133% de reajuste", diz. A entidade, que representa cerca de 500 mil aposentados, de 96 entidades, reivindica a correção de 133%, referente às perdas com os planos Verão, Collor 1 e Bresser.

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