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FGTS: campanha para informar sobre correção

O governo vai bancar boa parte dos recursos necessários para as despesas da campanha publicitária e de atualização dos endereços dos trabalhadores que têm direito ao pagamento da diferença de correção monetária devida nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os recursos serão sacados do próprio fundo.Ao todo, sem contar com os custos próprios que serão assumidos pela Caixa Econômica Federal e o pagamento à rede bancária para o fornecimento dos extratos, serão gastos R$ 100 milhões para fazer com que o formulário de adesão chegue às mãos dos trabalhadores e o extrato seja encaminhado para cada um.Mais R$ 52 milhões será o gasto previsto com o pagamento aos Correios, que ficarão encarregados de distribuir os formulários e encaminhar, mais tarde, os extratos com as informações sobre o saque e o valor a receber para cada trabalhador. O restante servirá para cobrir os gastos que a Caixa terá com a contratação de empresas para fazer o trabalho de digitação dos dados recebidos.Pela estimativa da Caixa, a base de dados do FGTS, hoje em 280 milhões de contas entre ativas e inativas, deverá ser acrescida de cerca de 130 milhões de novas contas com os registros e controles dos créditos complementares. O pagamento da diferença de correção monetária, conforme previsto em lei, é devido aos trabalhadores que tinham saldo em conta em janeiro de 1989 e abril de 1990. Os créditos complementares, segundo a Caixa, poderão alcançar 60 milhões de trabalhadores, sendo que aproximadamente 40 milhões terão direito ao saque. É este contingente que deverá, a partir de maio do próximo ano, procurar uma agência da Caixa para receber o dinheiro.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2001 | 10h22

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