FGTS: centrais ameaçam fazer greve

As três maiores centrais sindicais do País ameaçam entrar em greve geral, caso não consigam fechar acordo com o governo sobre o pagamento das diferenças do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) relativas aos planos Verão e Collor 1. As entidades sindicais têm reunião marcada para amanhã em Brasília com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, para discutir as alternativas de pagamento."Se o governo não colocar a parte dele, vamos romper com as negociações e vai haver confusão", ameaçou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, depois de participar, hoje à tarde, de reunião com dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central Geral dos Trabalhadores (CGT).Durante o encontro, as centrais admitiram que os trabalhadores também devem participar do pagamento da conta, mas em proporção menor que a do governo dos empresários, chegando no máximo a 20%.Segundo Paulinho, não foi discutido hoje com quanto a União deverá participar no pagamento da dívida, estimada em R$ 43 bilhões."Queremos primeiro ver qual é o bolão do governo para então ver com quanto os empresários poderão dar" afirmou. De acordo com o sindicalista, a proposta de participação dos trabalhadores no pagamento de 10 a 20 por cento do valor da correção do FGTS, só será levada ao ministro depois que o governo apresentar o valor de sua contribuição. "Vamos propor que o trabalhador colabore com um custo menor do que iria pagar para um advogado para entrar com uma ação", disse Paulinho.O presidente da Força Sindical evitou citar cifras, mas confirmou a informação de que o presidente Fernando Henrique Cardoso teria concordado em pagar R$ 5 bilhões da dívida por meio da desvinculação das receitas da União ( DRU) e outra parte em torno de 10 por cento com ações de Furnas.

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