FGTS: centrais criticam posição do governo

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, classificou como uma demonstração de "desespero" a ameaça do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, de retirar o governo das negociações sobre o pagamento da correção de 68,9% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), caso não haja acordo até o final do mês. "Resolver a questão rápido todos queremos. Mas é necessário negociar", disse Paulinho.O secretário de políticas educacionais da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Airton Ghiberti, declarou-se perplexo com a afirmação de Dornelles. "Largar a negociação é empurrar o problema para a frente". De acordo com ele, o abandono das negociações traria um problema enorme para a Justiça que é a "enxurrada de processos que a Justiça vai enfrentar". Esta opinião é compartilhada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício. Ele acredita que se não houver acordo e o caso for para a Justiça será uma perda grande para o governo, pois, ao contrário do que se pode pensar, as sentenças não devem demorar a sair. "A quantidade de processos simplesmente vai paralisar o Judiciário". Ele afirmou que a declaração do ministro reflete a pressão que o governo está "jogando para cima das centrais" e a falta de vontade política para negociar o acordo.

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