FGTS: CUT discute pagamento

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) não vai aceitar nenhuma imposição do governo para o pagamento das diferenças de correção nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A decisão foi anunciada durante reunião da Executiva Nacional da CUT, em São Paulo, para discutir as propostas a ser apresentadas ao ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, na negociação para o pagamento dos expurgos econômicos dos planos Verão (janeiro de 1989) e Collor 1 (abril de 1990). O encontro com o ministro está marcado para terça-feira.Segundo o presidente da CUT, João Felício, a central também não concordará com o parcelamento das diferenças com prazo de pagamento maior do que o tempo que uma ação levará para ser julgada pela Justiça. Ele diz que com o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do direito adquirido dos trabalhadores às diferenças dos planos Verão (16,65%) e do Collor 1 (44,80%), o prazo máximo que uma ação para reaver essas perdas deverá tramitar na Justiça para ser apreciada em todas as instâncias será por volta de dois anos. Além disso, de acordo com o presidente da central sindical, a quitação das diferenças com ações de empresas estatais ou por meio do abatimento da prestação da casa própria deverá ser opcional.Antes de iniciar a negociação, a CUT deseja obter todas as informações possíveis sobre a situação dos optantes com direito a receber as diferenças. Para isso, está aguardando estudo que estão sendo preparados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e dados do Conselho Curador do Fundo de Garantia. Para isso, estão agendadas reuniões das centrais com o Dieese e representantes do conselho para segunda-feira.

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