FGTS: divergências entre centrais sindicais

O texto da proposta conjunta da Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central Geral dos Trabalhadores (CGT) para o pagamento das perdas dos trabalhadores nas contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está provocando divergências entre as centrais. Os critérios para o ressarcimento dos prejuízos aos trabalhadores por conta dos expurgos promovidos nos saldos do FGTS pelos planos Verão (janeiro de 1989) e Collor 1 (março de 1990) ficaram de ser apresentados pelas centrais na reunião com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, marcada para o próximo dia 7.Para discutir o assunto, as centrais reuniram-se na quarta-feira. Embora a redação final do documento tenha sido preparada por uma comissão formada por representantes das três centrais e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), segundo o presidente da CUT, João Felício, no papel não foram incluídas quais empresas deverão ter a alíquota de recolhimento do FGTS elevada de 8% para 9%, conforme havia sido combinado. Para o presidente da CUT, a cobrança da contribuição social de 1% sobre a folha de salários para as empresas que não estão inscritas no Simples (sistema simplificado de cobrança de impostos) só deverá valer para aquelas que possuem alto grau de rotatividade de mão-de-obra, conforme havia sido combinado na reunião de quarta-feira. Essa distinção acabou não sendo feita no texto final.A CUT também diverge do pagamento das perdas por meio de notas do Tesouro Nacional. "Não somos contra o pagamento das perdas por meio de títulos públicos ou de ações de estatais privatizáveis, mas entendemos que isso não deve ser imposto. Essa deveria ser só uma opção a mais para o trabalhador recuperar o prejuízo." Felício acredita que as divergências são pequenas e que, até segunda-feira, elas serão esclarecidas e um novo documento deve ficar pronto até quarta-feira.

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