FGTS: empresários contra proposta do governo

O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, classificou de "deselegante" a atitude do governo e das centrais sindicais de anunciar ontem um acordo para o pagamento das diferenças do FGTS sem a participação dos empresários. O acordo prevê o aumento de 1% da contribuição sobre a folha de salário, além do aumento de 10% da multa rescisória no momento da demissão do empregado. De acordo com Piva, as duas medidas implicam aumento de carga tributária, o que terá impacto sobre os custos de produção e, por consequência, sobre os preços. Elas também vão contribuir para a elevação da inadimplência, sonegação e informalidade. Piva afirmou que a solução teria que ser tripartite. "Se apenas duas das três partes envolvidas estão negociando as decisões são imposição", afirmou. Um grupo técnico da Fiesp está elaborando uma proposta a ser apresentada em reunião marcada para a próxima sem ana. A Fiesp participa também das negociações que ocorrem no âmbito da CNI. Piva acrescentou que, caso as medidas sejam transformadas em lei, a entidade deve estudar recursos jurídicos contra elas.

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