FGTS: empresários rejeitam pré-proposta

Na reunião que terminou há pouco com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, os representantes das confederações patronais reafirmaram que não concordam com a proposta dos trabalhadores de correção do saldo do FGTS, por meio do aumento de 8% para 9% da contribuição sobre a folha de pagamento, durante cinco anos, e de 40% para 50% da multa por rescisão de contratos, por 12 anos. Os representantes da indústria, do comércio, das instituições financeiras, dos transportes e da agricultura entregaram ao ministro uma proposta das confederações patronais que prevê a utilização do próprio patrimônio líquido do FGTS e de outros mecanismos gerados pelo próprio fundo para a correção do saldo. Apesar de discordarem da proposta apresentada pelos trabalhadores, os empresários vão participar da reunião de hoje à tarde do presidente Fernando Henrique Cardoso com as centrais sindicais. O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, disse que, se a proposta dos trabalhadores for aprovada na reunião de hoje à tarde, ela não terá o apoio da CNI. Segundo ele, o único ponto positivo da proposta dos trabalhadores é o comprometimento do governo de alocar R$ 6 bilhões para o Fundo.

Agencia Estado,

21 de março de 2001 | 14h03

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