FGTS: governo apresentará proposta dia 15

O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, marcou para o dia 15 a data da reunião com as centrais sindicais para apresentar o conjunto de alternativas para o pagamento da correção monetária expurgada das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), nos Planos Verão(janeiro de 89) e Collor (março de 90). A proposta do governo para o pagamento da dívida que soma R$ 38 bilhões é privilegiar os trabalhadores que têm até R$ 1.000,00 para receber. Para pagar todo esse universo, que abrange cerca de 80% dos trabalhadores com direito à diferença, Dornelles acredita que será necessário aumentar a contribuição dos empregadores ao FGTS e também usar parte da multa rescisória para capitalizar o fundo. Apesar de toda a gritaria das centrais sindicais, o ministro reafirmou que é impossível para o FGTS iniciar o pagamento de imediato. É preciso um tempo de carência ainda não definido, mas que pode chegar a quatro anos, para o fundo se capitalizar. Depois desse período de carência é que os trabalhadores começariam a receber o dinheiro. Os primeiros da fila são justamente os que têm menos a receber. Acima de mil reais o pagamento seria escalonado ao longo do tempo que não deverá ultrapassar a oito anos, já contando com o período de carência.

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