Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

FGTS injetou mais de R$ 190 bilhões na economia em 2016

Essa é a soma do dinheiro que foi colocado em circulação por meio dos saques feitos pelos trabalhadores e dos financiamentos concedidos com recursos do Fundo de Garantia

O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2017 | 00h40

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) injetou R$ 190,37 bilhões na economia brasileira em 2016. Essa é a soma do dinheiro que foi colocado em circulação por meio dos saques feitos pelos trabalhadores e dos financiamentos concedidos com recursos do Fundo de Garantia. Foram R$ 108, 89 bilhões em saques e R$ 81,48 bilhões em crédito. Esses resultados estão no Relatório de Gestão do FGTS apresentado nesta terça-feira (22) em reunião do Conselho Curador.

Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, presidente do Conselho Curador, esse resultado mostra o porte e a importância do fundo de garantia para o país. “O FGTS é uma segurança do trabalhador em caso de demissão, mas é também muito mais do que isso; esses recursos financiam uma série de obras que melhoram a vida das pessoas. Projetos de habitação popular, saneamento, mobilidade urbana e geração de energia, para citar apenas alguns exemplos, são executados com esse dinheiro”, destacou o ministro.

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A maior parte das operações de crédito realizadas em 2016 foi no setor de habitação, para o qual foram liberados R$ 80,86 bilhões. Em saneamento foram contratados R$ 226,64 milhões e, em infraestrutura, R$ 386,32 milhões. O retorno desses recursos, somado às operações de mercado do Fundo de Garantia e aos rendimentos do FI-FGTS (Fundo de Investimento do FGTS), fizeram com que o fundo fechasse o ano passado com lucro de R$ 14,55 bilhões, o maior já registrado. Com isso, o ativo total do fundo chegou a 505, 28 bilhões e o patrimônio líquido atingiu R$ 98,17 bilhões.

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A fiscalização do Ministério do Trabalho também teve um papel importante nesse resultado. Os auditores-fiscais do Trabalho conseguiram recuperar R$ 3,23 bilhões em recursos que não haviam sido depositados pelos empregadores nas contas vinculadas de trabalhadores.

"Foi um trabalho minucioso das equipes de fiscalização, do planejamento do Ministério e do uso maciço dos recursos de informática, o que a gente chama de inteligência fiscal", explicou chefe da divisão de fiscalização do FGTS do Ministério do Trabalho, Joel Darcie.

 

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