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FGTS: retomada das negociações no dia 22

A próxima reunião entre o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, e os representantes das centrais sindicais para discutir a forma de ressarcirmento dos expurgos promovidos na correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelos planos Verão (janeiro de 89) e Collor 1 (março de 90) só deverá ocorrer a partir do dia 22, segundo informações do Ministério do Trabalho.A Central Única dos Trabalhadores (CUT) quer o repasse imediato para os desempregados, aposentados e para os trabalhadores que têm diferença de até 20 salários mínimos para receber (R$ 3.020). Já a Força Sindical, além do pagamento para os aposentados e desempregados, quer também que o repasse seja feito para quem tem direito a receber até dez salários mínimos (R$ 1.510). Outra direção é apontada pela Social Democracia Sindical (SDS) que quer o repasse para quem pode sacar até seis salários mínimos (R$ 906). A expectativa das centrais sindicais, no entanto, é a de que o governo apresente a sua contraproposta já no próximo encontro. Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, mesmo que o governo não apresente uma proposta definitiva na próxima reunião, a melhor opção para o trabalhador ainda é aguardar o término da negociação. Seja qual for o critério adotado, o optante deverá levar de um a dois anos para ter as diferenças creditadas em suas contas ou embolsar o dinheiro. Esse será o período necessário para que a Caixa Econômica Federal consiga levantar os extratos analíticos para calcular as diferenças a que cada um tem direito, prevê o consultor Mário Alberto Avelino, do site FGTSFácil (veja link abaixo). Histórico das negociações O direito de os trabalhadores receberem as diferenças de correção nos saldos do FGTS por conta do corte nos índices de atualização nos planos Verão e Collor 1 foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2000. Posteriormente, em outubro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou que os trabalhadores deveriam receber a correção total de 68,89% nos seus saldos, relativos à diferença de 16,65%, do Plano Verão, e de 44,80%, do Plano Collor 1.Com essas decisões da Justiça, para tentar evitar novas ações contra o governo, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu estender o pagamento das diferenças a todos os trabalhadores. Mas determinou que a fórmula de pagamento deveria ser negociada pelo governo com as centrais sindicais.

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