FGTS: reunião para definir pagamento

O governo reconheceu que os trabalhadores têm direito à correção dos saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), porém o foco agora é de que forma esse crédito será pago. Dependendo do perfil do trabalhador que tem direito a essa diferença determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e do montante a receber, o FGTS poderá precisar de novas regras de saque para a correção adicional referente aos Planos Verão e Collor 1. A avaliação é de técnicos da Caixa Econômica Federal que participam hoje, em São Paulo, da reunião técnica com os representantes das quatro centrais sindicais. Ao mesmo tempo que a Caixa se reúne com as centrais sindicais, o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, recebe em Brasília a representação dos empresários no Conselho Curador do FGTS. Dornelles reafirmou que o Tesouro Nacional não colocará nenhum tostão no FGTS para bancar a diferença de correção do FGTS, estimada em torno de R$ 40 bilhões. Ele acrescentou que o governo aceitará qualquer proposta dos trabalhadores para a reposição dos saldos, desde que elas mantenham uma relação eqüitativa entre débitos e créditos. Na reunião técnica em São Paulo, a Caixa Econômica Federal disse que vai ouvir os pedidos de informações da área sindical e ver o prazo em que elas podem ser fornecidas. No caso de ficar comprovada a necessidade dos extratos dos trabalhadores abrangendo o período dos planos econômicos (janeiro de 1989 e março de 1990), a Caixa terá que envolver a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).Mesmo sem ter feito o levantamento, os técnicos da Caixa afirmam que um grande porcentual dos trabalhadores que tinham conta de FGTS em janeiro de 1989 e março de 1990 já sacaram o dinheiro porque se enquadraram em alguma das regras de saque previstas pela lei 8.036. Como o FGTS não tem dinheiro para pagar todo mundo ao mesmo tempo, a Caixa acredita que as centrais sindicais terão que estabelecer um critério. Ele pode ser, por exemplo, o de pagar primeiro os trabalhadores de baixa renda, rotativos no emprego e que têm pouco dinheiro a receber do FGTS.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.