FGTS: sindicalistas contra proposta do governo

Após a reunião de hoje com o ministro do trabalho Francisco Dornelles, o presidente da CUT, João Felício, disse esperar que no próximo encontro o governo entre com sua parte. A proposta apresentada pelo governo para a arrecadação do dinheiro necessário ao pagamento das correções nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), referentes aos expurgos ocorridos durante os planos Collor e Verão I, prevê que parte do dinheiro saia do bolso do trabalhador e parte do empresariado (veja proposta detalhada no link abaixo). "Não acredito que os empresários aceitem pagar adívida do governo", afirmou. Segundo o presidente da CUT, a entidade não abre mão de que o pagamento a todos os trabalhadores seja feito em três anos. "Nós também não aceitamos que qualquer parcela da conta recaia sobre os trabalhadores", declarou. Mesmo sem um acordo fechado, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que a reunião representou um avanço. " O governo já concordou em pagar quem tem até R$ 1 mil para receber em praticamente um ano e definiu a fonte de recursos para R$ 30 bilhões", disse. Segundo Pereira da Silva falta o governo colocar a sua parte e diminuir o prazo de carência e pagamento para três anos.O presidente da Social Democracia Sindical, Enilson Simões de Moura, o Alemão, também acredita que o acordo está próximo e comemorou o fato do ministro do Trabalho ter aceitado promover mudanças no Conselho Curador do FGTS e uma auditoria externa nas contas do fundo. A reunião que Dornelles teria nesta quarta-feira com os representantes dos empresários foi adiada para a próxima semana, quando o ministro pretende manter novas negociações também com representantes dos trabalhadores. Dornelles disse confiar no espírito patriótico dos empresários para aprovar as propostas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.