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FGV: alimento in natura puxa desaceleração do IGP-M

A desaceleração da primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), de setembro para outubro (de 0,28% para 0,10%) pode ser explicada pela reviravolta nos preços dos alimentos in natura no atacado, que pararam de subir e agora registram deflação (de 4,40% para -7,57%). Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, o comportamento dos preços dos in natura impulsionou a desaceleração nos preços do atacado, que representam 60% do total do IGP-M.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

09 de outubro de 2009 | 12h21

Entre os destaques de mudança de trajetória de preços no atacado está o mamão papaia (de 34,69% para -24,64%). Quadros comentou que os alimentos in natura apresentaram fortes aumentos em meses anteriores, devido a problemas climáticos que reduziram a oferta destes itens no mercado interno. Agora, como a oferta começa a ser regularizada, os preços voltam a cair. "Mas estas mudanças de preços dos in natura são oscilações, erráticas, que não refletem verdadeiramente o cenário de preços na economia", disse o especialista, observando que o impacto dos in natura é sazonal e passageiro.

Quadros também destacou o comportamento dos preços dos insumos para a indústria. De acordo com ele, a taxa de inflação dos materiais para manufatura recuou de 0,98% para 0,47%. Isso também contribuiu para a inflação menos intensa mensurada pela primeira prévia do índice. Para ele, a perda de força dos preços destes produtos comprova que, embora a recuperação gradual na demanda doméstica e internacional e da economia brasileira tenha conduzido a uma recuperação de preços no setor industrial, isso não levará necessariamente a um descontrole inflacionário. "O Brasil está melhor e está saindo da deflação e da recessão. Mas isso não está provocando uma pressão de custos que possam conduzir a alta descontrolada de preços junto ao consumidor", resumiu.

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