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FGV: alimentos cedem menos no atacado e pressionam IGP-M

A queda menos intensa nos preços dos alimentos no atacado fez com que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerasse na primeira prévia do mês de julho. Ainda assim, o indicador ficou no terreno negativo, com taxa de -0,50%, informou nesta quinta-feira, 10, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em junho, o resultado havia ficado em -0,64%.

IDIANA TOMAZELLI, Agência Estado

10 de julho de 2014 | 09h49

No atacado, os bens finais tiveram queda de 0,76%, menor do que o -1,31% verificado na primeira prévia de junho. Os alimentos in natura passaram de -11,56% para -6,80% no período. De acordo com a instituição, apesar de seguir como uma influência negativa, o tomate caiu 21,59%, menos do que os 33,09% no mês anterior. A batata-inglesa, por sua vez, continuou cedendo e recuou 22,02%, ante -19,35% na primeira prévia de junho.

Entre as matérias-primas brutas, também houve aceleração, de -2,25% em junho para -1,69% em julho. Os itens que mais influenciaram esta trajetória foram bovinos (-1,26% para 1,29%), mandioca (-10,89% para 3,12%) e café (-7,91% para -1,80%). Apesar disso, outros produtos seguiram no sentido contrário, como soja (+2,33% para -2,46%), minério de ferro (-5,03% para -6,16%) e leite in natura (+0,56% para -0,72%).

Nos bens intermediários, a queda foi de 0,30%, ante -0,54% em junho. O subgrupo suprimentos acelerou de -0,94% para +0,20% e foi a principal contribuição para este movimento.

Varejo

No varejo, o grupo Alimentação acelerou de -0,26% para +0,01%. Além de tomate (-8,82%) e batata-inglesa (-10,78%) terem caído menos do que em junho, as refeições em bares e restaurantes ficaram ainda mais caras. O aumento do item, que havia ficado em 0,41% na primeira prévia do mês passado, passou a 0,83% em julho.

Além dos alimentos, outras três classes de despesa aceleraram, levando à alta de 0,16% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) - ante 0,14% em junho. Ganharam força Vestuário (-0,31% para 0,36%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,49%) e Comunicação (0,05% para 0,13%). Os itens que contribuíram para estes movimentos foram roupas (-0,48% para 0,09%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,26% para 0,96%) e tarifa de telefone móvel (0,00% para 0,36%), respectivamente.

No sentido contrário, outras quatro classes de despesa desaceleraram: Educação, Leitura e Recreação (0,65% para 0,30%), Transportes (0,15% para -0,08%), Despesas Diversas (0,85% para 0,16%) e Habitação (0,25% para 0,23%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens salas de espetáculo (0,75% para -1,43%), tarifa de ônibus urbano (0,73% para -0,68%), jogo lotérico (6,44% para 0,00%) e eletrodomésticos (1,51% para -0,45%), respectivamente.

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,33% na primeira prévia de julho, abaixo do resultado do mês anterior, de 1,91%. A desaceleração foi puxada tanto pelo índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços (0,62% para 0,27%) quanto pelo custo da Mão de Obra (3,09% para 0,37%).

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