FGV: alta das matérias-primas puxa avanço do IGP-M

A intensificação na trajetória de aceleração de preços das matérias-primas (commodities) agrícolas, minerais e produtos siderúrgicos no atacado conduziu à taxa maior da segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que subiu 0,78% em março, ante alta de 0,46% em fevereiro. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.Ele lembrou que esses produtos já mostravam sinais de elevação expressiva de preços no âmbito do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de março, mas não chegaram a puxar para cima o resultado daquele índice. "Mas, na segunda prévia de março, a aceleração (desses produtos) se intensificou, o que acabou elevando o resultado (do IGP-M)", afirmou.Entre os destaques, foram detectadas elevações de preços mais intensas, ou deflações mais fracas, em praticamente todas as principais commodities agrícolas no atacado. É o caso de milho (de -10,35% para -1,90%); soja (de 2,99% para 4,62%); trigo (de 2,93% para 8,94%) e café (de 1,65% para 4,14%). Isso fez com que a inflação no segmento de matérias-primas brutas comercializáveis, que representam basicamente o setor de commodities, quase dobrasse no atacado (de 2,84% para 4,97%). Porém, Quadros alertou que essas movimentações de preços não dão sinais de arrefecimento. "Esse aumento nos preços das matérias-primas não são uma questão de solução rápida e automática", afirmou.No segmento de bens intermediários, o destaque ficou por conta da elevação nos preços dos produtos siderúrgicos (de 0,16% para 1,32%). Isso porque esse tipo de produto tem sido influenciado por aumentos nos preços de matérias-primas usadas na cadeia siderúrgica - como é o caso do minério de ferro, por exemplo.

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