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FGV: alta de produtos industriais puxou avanço do IGP-M

A forte aceleração de preços dos produtos industriais no atacado (de 2,04% para 2,55%) foi determinante para o avanço da taxa da primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho, que subiu 1,97% - ante aumento de 1,36% em igual prévia em maio. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.Porém, o economista ressaltou que, apesar do nível de elevação da primeira prévia do IGP-M de junho ser muito forte, é preciso considerar o período de coleta de preços do índice, que abrange o intervalo entre os dias 21 e 31 de maio. Ele comentou que esse período, especificamente, contou com o impacto de reajustes de preços importantes na formação da inflação do setor atacadista.É o caso de minério de ferro e óleo diesel, que apresentaram altas de 27,56% e de 10,04%, respectivamente. "A evolução de preços no final de maio foi comparada com igual período no mês anterior", disse, explicando que, no fim de abril, não havia a influência desses "auges" de impacto de reajustes, nesses dois produtos. O economista observou que, nas próximas coletas do índice, esses dois itens, de grande peso no cálculo do indicador, não devem continuar com essa elevação de preços tão intensa - visto que tanto a Vale quanto a Petrobras já promoveram seus reajustes nos preços de minério de ferro e óleo diesel, respectivamente. "Assim como ocorreu no IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), esse resultado da primeira prévia do IGP-M foi mais um ''pico'' e não deve continuar nessa magnitude", disse.Além de minério de ferro e óleo diesel, que estão inseridos no segmento de produtos industriais, houve aumentos importantes em outros produtos do setor industrial. É o caso das acelerações de preços em fertilizantes (de 0,24% para 7,30%) e aço semi-acabado ao carbono (de variação zero para 14,15%).

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

11 de junho de 2008 | 11h34

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