FGV anuncia novo critério para Índice de Preços por Atacado

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou nesta segunda-feira o Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que é um novo critério de classificação dos 462 itens que formam os IPAs, um dos três indicadores que formam os Índices Gerais de Preços (IGPs), calculados pela instituição. "O que queremos é jogar luz no processo de transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva", explicou o vice-diretor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Vagner Laerte Ardeo. Até então, as duas outras estruturas utilizadas para a apresentação do IPA eram as por origem do produto e por destino do produto. Ele informou que, no IPA-EP, continuam os mesmos os pesos dos produtos que formam o IPA, assim como as fórmulas de cálculo das variações de preços no atacado. A agregação dos itens é que será diferente, para detectar a transmissão de preços na cadeia produtiva. Segundo a FGV, o IPA-EP será classificado em três segmentos principais: Matérias-Primas Brutas; Bens Intermediários; e Bens Finais. A FGV apresentará as variações mensais e acumuladas de preços nesses segmentos, que por sua vez conterão várias subdivisões. Grupos O grupo Matérias-Primas Brutas reunirá produtos nas etapas iniciais de comercialização e estarão subdivididos no segmentos Agropecuário e Mineral. O grupo Bens Intermediários terá o maior número de itens e maior peso entre os três segmentos. No caso específico desse grupo, há dois significados diferentes para Bens Intermediários. Um enfocará os produtos que serão transformados em bens finais ou em outros bens intermediários, antes de atingir o fim da cadeia produtiva, como os produtos siderúrgicos, químicos, e materiais de construção. O segundo significado abrange os itens que, já concluídos, são utilizados diretamente para a produção de outros bens, ou seja, combustíveis destinados à produção, embalagens, e os chamados suprimentos, sejam eles agropecuários ou não. Já o grupo Bens Finais se ramifica em Bens de Consumo e Bens de Investimento, sendo que esse último são os que se destinam à formação bruta de capital fixo.

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