FGV aponta melhora na avaliação da indústria de transformação

A avaliação do cenário atual pelas empresas da indústria da transformação apresentou sensível melhora, no terceiro trimestre desse ano. É o que mostra a prévia da 157º Sondagem Conjuntural da Indústria da Transformação, divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).De acordo com o levantamento, que contou com a participação de 417 empresas informantes, subiu de 9% para 11% a parcela das empresas entrevistadas que classificam como forte o nível atual da demanda, da pesquisa anterior para a prévia anunciada hoje. Em contrapartida, caiu de 34% para 21% a participação de empresas que consideram como fraco o nível atual da demanda, no mesmo período.A FGV informou ainda que caiu de 19% para 13% a parcela das companhias analisadas que classificam como excessivo o nível de estoques atual. Entretanto, permaneceu em 2% a participação das empresas entrevistadas que consideram como insuficiente o nível de estoques atual, entre uma pesquisa e outra.A percepção de melhora também englobou a avaliação que as empresas têm sobre seus próprios negócios. De acordo com o a FGV, subiu de 14% para 21% a parcela das empresas entrevistadas que classificam como boa a situação atual dos negócios. Além disso, caiu de 37% para 22% a participação das empresas que consideram fraca a situação atual dos negócios. Perspectivas fracasAs expectativas da indústria da transformação para o quarto trimestre seguem fracas, de acordo com os resultados da pesquisa. Segundo o levantamento, caiu de 42% para 39% a parcela das empresas entrevistadas que esperam aumento na demanda, nos últimos três meses do ano, da pesquisa anterior para a prévia anunciada hoje. Além disso, subiu de 19% para 23% a participação de empresas, no levantamento, que esperam diminuição na demanda, no quarto trimestre desse ano.O cenário também não é positivo para as estimativas de produção. De acordo com a FGV, caiu de 45% para 38% a parcela das empresas entrevistadas que esperam aumento na produção, no último trimestre do ano. Ao mesmo tempo, subiu de 19% para 28% a parcela das companhias entrevistadas que esperam diminuição da produção no quarto trimestre.Emprego na indústriaMas as perspectivas negativas parecem não ter contaminado as projeções de emprego da indústria. O levantamento mostra que subiu de 21% para 24% a parcela das empresas, na pesquisa, que esperam aumento no emprego, no último trimestre do ano. A FGV informou ainda que caiu de 22% para 16% a parcela das empresas analisadas que estimavam redução no nível de emprego no quarto trimestre de 2005.O levantamento, de periodicidade trimestral, foi realizado entre os dias 29 de setembro a 10 de outubro.

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