FGV apura piora no clima econômico na América Latina

O clima econômico piorou na América Latina, revela o indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) em parceria com o Instituto alemão Ifo. O indicador recuou de 5,2 pontos no trimestre encerrado em abril para 4,4 pontos no trimestre encerrado em julho deste ano. Este é o valor mais baixo para o índice desde julho do ano passado.

GUILHERME WALTENBERG, Agencia Estado

14 de agosto de 2013 | 08h44

Dentro do índice, o Brasil teve queda expressiva, de 5,6 pontos para 3,8 pontos, o que o coloca na região considerada "desfavorável" pelas instituições, ou seja, abaixo dos 5 pontos.

Segundo o Ibre, a piora no continente está associada a uma deterioração do Indicador de Expectativas (IE), que saiu de 5,2 pontos em abril para 4,3 pontos em julho e do Indicador da Situação Atual (ISA), que teve recuo de 5,1 pontos para 4,5 pontos, no mesmo período. "Ambos ficaram abaixo da média histórica dos últimos dez anos, sinalizando a entrada da região em uma fase desfavorável do ciclo econômico", aponta a instituição.

"As previsões de desaceleração do crescimento chinês e seus efeitos nos preços de commodities possuem forte impacto em vários países latinos com forte dependência das exportações desses produtos, como é o caso do Chile e do Peru. Logo, não é surpresa que a piora do clima econômico na Ásia e, em especial na China, tenha sido acompanhado por comportamento similar na América Latina.", avaliou a FGV.

Para apurar o indicador, especialistas nas economias da América Latina respondem trimestralmente um questionário elaborado pelas instituições. Respostas favoráveis recebem nove pontos, enquanto as neutras recebem cinco pontos e as desfavoráveis, um ponto.

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