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FGV apura queda de 3,9% na confiança do varejo

A confiança do empresário do comércio evoluiu em um ritmo desfavorável no trimestre encerrado em outubro. O Índice de Confiança do Comércio (Icom), divulgado nesta quinta-feira, 31, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 3,9% na comparação com igual período de 2012. Em setembro, a taxa trimestral interanual havia sido negativa de 3,6%.

IDIANA TOMAZELLI, Agencia Estado

31 de outubro de 2013 | 08h37

"O resultado geral da pesquisa sinaliza que os segmentos tradicionais do varejo entram no quarto trimestre mantendo o ritmo moderado de atividade observado no terceiro trimestre e com expectativas favoráveis para os meses seguintes, enquanto o segmento do atacado se apresenta em fase de desaceleração", informou a FGV, em nota. Em outubro, o Icom ficou em 125,5 pontos, contra 125,2 pontos do mês anterior e 131,7 pontos em outubro de 2012.

No varejo restrito, a taxa passou de queda de 4,8% no trimestre terminado em setembro para recuo de 3,8% nos três meses até outubro (sempre na comparação com igual período do ano anterior). Já no varejo ampliado (que inclui veículos, motos e peças e material para construção) as taxas passaram de queda de 4,0% no trimestre até setembro para queda de 2,9% nos três meses até outubro. No segmento de material para construção, a taxa saiu de -0,1% no trimestre até setembro para -0,2% no trimestre até outubro, enquanto o de veículos, motos e peças passou de -2,7% nos três meses até setembro para alta de 0,1% de agosto a outubro (sempre na comparação com igual período de 2012).

No comércio atacadista, houve sensível piora na percepção dos empresários. No trimestre até setembro, a queda era de 2,9%, mas nos três meses até outubro passou a recuo de 6,0% (sempre na comparação com igual período de 2012). A FGV destaca que houve avanço em seis dos 17 segmentos pesquisados na Sondagem do Comércio.

O Índice da Situação Atual (ISA-COM) do trimestre findo em outubro ficou 5,6% inferior ao do mesmo período do ano anterior. Em setembro, a variação havia sido de -4,6% na mesma comparação. Na média do trimestre terminado em outubro, 16,2% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte, e 19,5% como fraca. Já o Índice de Expectativa (IE-COM) caiu 2,9% no trimestre até outubro, ante queda de 3,0% nos três meses até setembro.

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