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FGV: Brasil está mais preparado para enfrentar crise

A Sondagem Econômica da América Latina divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que o Brasil está mais preparado para enfrentar as crises internacionais, segundo observou a coordenadora de projetos da instituição, Lia Valls Pereira. Ela destacou também que os dados revelam que o temor de agravamento da crise nos Estados Unidos está afetando mais os países desenvolvidos, como os da União Européia, do que os países em desenvolvimento.Os dados da FGV mostram que, no que diz respeito ao Índice de Situação Atual (ISA), que revela a avaliação atual da economia, na União Européia esse indicador era de 6,7 pontos em outubro do ano passado e recuou para 6,1 pontos em janeiro deste ano. Quanto mais próximo de 10, melhor a avaliação. No caso do Brasil, o ISA manteve-se em 7,5 pontos no período. Na América Latina como um todo, o ISA passou de 6,4 em outubro para 6,3 em janeiro.Para Lia Valls, a estabilidade do Brasil nesse indicador pode indicar que há outros fatores na atualidade, para além da crise nos EUA, que mostram a solidez da economia. "Minha leitura é que o cenário de incerteza tem afetado mais a Europa e menos os países asiáticos e na América Latina, pelo menos por enquanto os sinais da pesquisa não mostram grande impacto nos países latino-americanos", disse.No caso da China, houve inclusive um aumento no ISA de outubro (5,6 pontos) para janeiro (6,1 pontos) e, segundo Lia Valls, isso pode estar ocorrendo por causa da maior dependência dos chineses do mercado interno do que das exportações.Para ela, a pesquisa mostra o Brasil "em situação razoável e bastante estável". No que diz respeito ao Índice de Expectativa houve um pequeno recuo no Brasil, de 5,5 pontos em outubro para 5,2 pontos em janeiro. A coordenadora da FGV destaca, no entanto, que o Índice de Clima Econômico, o principal da pesquisa, ficou praticamente inalterado no Brasil em janeiro (6,4 pontos) em relação a outubro (6,5 pontos). Isso para ela confirma que o País tem hoje melhores condições de combater uma crise externa do que em 1998, por exemplo. "O Brasil está mais bem preparado, com nível de reservas internacionais como nunca teve antes", disse.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2008 | 14h06

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