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FGV: confiança da indústria sobe pelo 3º mês seguido

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, avançou 2,2% em março ante fevereiro, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A entidade anunciou ainda que revisou o resultado do mês passado, de 1,3% para 1,2% em fevereiro. Na comparação com março de 2008, o ICI registrou queda de 32,4%, recuo menos intenso do que a taxa negativa de 33,5% apurada no mês anterior, na mesma base de comparação, nos dados atualizados sem ajuste sazonal.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 08h54

O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de zero a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. Os dados atualizados do índice mostram que, de fevereiro para março, o indicador subiu de 76,2 pontos para 77,9 pontos, nos dados com ajuste sazonal.

Em comunicado, a FGV comentou que, o nível do indicador ainda se encontra baixo em termos históricos, sinalizando um ritmo fraco de atividade industrial. Entretanto, o resultado de março pode ser considerado como positivo por dois motivos. O primeiro é que esse é o terceiro mês consecutivo de avanço do ICI, que se distancia do ponto mínimo de 74,7 pontos, de dezembro de 2008. O segundo motivo é que, ao contrário do ocorrido em fevereiro - quando o desempenho positivo foi exclusivamente atribuído à recuperação do segmento de autopeças e montadoras - neste mês o resultado foi determinado por um conjunto mais abrangente de gêneros industriais.

O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve alta de 2,2% em março após cair 0,4% no mês passado, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas, que apresentou aumento de 2,3% em março, após avançar 2,9% em fevereiro, também na série atualizada com ajuste sazonal. Na comparação com março do ano passado, nos dados sem ajuste sazonal, houve quedas de 33,6% e de 31%, respectivamente, para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas.

Demanda e produção

Para a FGV, a melhora na avaliação da demanda por produtos industriais ajudou na formação da taxa positiva do ICI de março. De acordo com a fundação, entre fevereiro e março deste ano, a participação de empresas pesquisadas que avaliam o nível atual de demanda como forte subiu de 4% para 11,9%, enquanto a parcela das que o consideram como fraco aumentou, mas em menor proporção: de 36,3% para 40,1%, no mesmo período.

Ainda segundo a fundação, em relação aos meses seguintes, as previsões da produção tornaram-se mais favoráveis. Das 1.066 empresas consultadas, 27,7% preveem aumento na produção e 17,7% apostam em redução no trimestre entre março e maio de 2009.

O levantamento para cálculo do índice foi feito entre os dias 3 e 25 deste mês, em uma amostra de 1.066 empresas.

Nuci

O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria com ajuste sazonal atingiu 77,7% em março, segundo a FGV. A fundação aproveitou ainda para atualizar o nível do Nuci referente ao mês passado, na série com ajuste sazonal, que foi revisado de 77,5% para 77,6%.

Ainda de acordo com a fundação, na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em março foi de 77%. O nível referente a fevereiro do ano passado, nessa série, também foi atualizado, de 76,9% para 77%.

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